As cidades daquelas regiões com valores mais elevados de novas construções, naquele período de dez anos, são Tavira (32,3%), Vila Baleira (29,2%), Caniço (28,7%), Santa Cruz (26,9%) e Albufeira (26,1%).
O INE sustenta, no entanto, que em Portugal, "a dinâmica de construção nova para habitação era menor nas cidades do que no conjunto do país", no período referido.
Já nas 17 cidades da região de Lisboa a proporção de edifícios construídos naqueles dez anos (7,2%) estava abaixo do valor médio das cidades portuguesas (12,4%).
De acordo com os mesmos dados, incluídos no relatório "Cidades Portuguesas: Um Retrato Estatístico", hoje divulgado, cerca de 4,5% dos edifícios clássicos recenseados em 2011 "necessitavam de grandes reparações ou encontravam-se muito degradados", valor que nas cidades da região de Lisboa subia para os 5,9% e na Madeira se situava nos 5%.
"Por outro lado, na Região Autónoma dos Açores o edificado apresentava melhor estado de conservação, com apenas 1,9% dos edifícios em cidades a necessitar de grandes reparações ou muito degradados", refere o INE.
Já o mercado de arrendamento assume maior relevância nas cidades, "abrangendo cerca de 28% dos alojamentos familiares clássicos de residência habitual", um valor superior aos cerca de 20% de alojamentos arrendados ou subarrendados no total do país.
De acordo com o INE, os centros metropolitanos (cidades do Porto e de Lisboa) apresentavam uma maior dinâmica no mercado de arrendamento, já que "mais de 40% dos alojamentos familiares clássicos" aí situados estavam arrendados ou subarrendados.
Segundo o INE, as cidades com menor proporção de alojamentos arrendados e subarrendados situavam-se na Madeira, nos municípios de Santa Cruz (4,8%), Machico (5,8%), Santana (7,7%) e Caniço (9,1%).
Ainda de acordo com o mesmo relatório, as 11 cidades do Algarve apresentavam, em 2011, uma população residente estrangeira que se cifrava nos 11 por cento, o triplo da média nacional (3,7 por cento) e mais do dobro do valor médio das cidades portuguesas (4,7 por cento).
Albufeira era a cidade com mais população estrangeira (mais de um em cada cinco residentes não são portugueses), mas em todas as cidades algarvias, segundo o INE, "a proporção de população estrangeira era superior à média das cidades portuguesas".
Além do Algarve, também no conjunto das 17 cidades de região de Lisboa a população estrangeira estava mais representada do que na média do país, com destaque para Sacavém (12,8%),Costa da Caparica (11,9%), Agualva-Cacém (11,6%), Amora (11,0%), Amadora e Queluz (ambas com 10,8%).
Por Lusa


