Estendendo o horário até ao final do dia, permite-se que os visitantes usufruam de momentos em que há menos calor e possam, desse modo, conhecer o espaço mais emblemático da cidade.
Recordamos que quem visitar esta fortificação, que é monumento nacional, terá à sua disposição um serviço de áudio-guias, que proporciona uma visita completa e interessante.
O Castelo de Silves é uma das mais notáveis obras de arquitetura militar que os árabes nos legaram, com mais de mil anos de existência.
Situa-se no ponto mais elevado da colina em que a cidade assenta. Forma um polígono irregular, rodeado por uma forte muralha em taipa, revestida a arenito vermelho – o grés de Silves, e ocupa uma área total de cerca de 12.000m2.
A estátua do rei D. Sancho I, monarca que em 1189 conquistou pela primeira vez, com o auxílio dos Cruzados, a cidade de Silves aos árabes, guarda a entrada principal deste espaço, onde poderá ver, ainda, uma outra porta, no lado norte, conhecida como Porta da Traição.
Dentro do Castelo é visitável o Aljibe – grande cisterna de planta retangular que abastecia de água parte significativa da cidade, bem como numa vasta área localizada a nascente, onde foram descobertas estruturas de uma habitação do Período almóada (1121 – 1269), que se comporia por dois pisos, um jardim interior e um complexo de banhos e se julga ser um Palácio, outrora morada de altos dignatários muçulmanos.
Até outubro será possível visitar, também, a exposição "No caminho do lince ibérico", uma organização conjunta entre a Câmara Municipal de Silves, a Águas do Algarve e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I.P. (ICNF), que apresenta uma perspetiva histórica da ocorrência deste animal na Península Ibérica, o seu recente desaparecimento do território português e os esforços que têm vindo a ser realizados para a sua reintrodução em meio natural.
Por CM Silves


