Com o objetivo de controlar de forma mais eficaz a população de gatos errantes ou de rua, a Câmara Municipal de Loulé vai pôr no terreno o programa CED (Captura-Esterilização-Devolução). Para levar a cabo esta operação, a Autarquia contará com o apoio da Associação Animais de Rua, entidade que tem o know-how e trabalho realizado noutros municípios.
Após a identificação das colónias, os gatos serão capturados, esterilizados e devolvidos à origem. A Autarquia fornecerá a vacina da raiva e os microchips, enquanto que a Associação Animais de Rua será responsável pela esterilização.
Até à data já foram identificadas cerca de 100 colónias e mais de 500 gatos de rua no concelho, uma população tendencialmente crescente, pelo que este processo passará pela esterilização em massa. “Só assim será possível fazer esse controlo”, garante Ana Poeta, responsável da Autarquia pelas questões do Bem-Estar Animal.
O objetivo é que exista uma entidade responsável pela gestão da colónia, acompanhamento sanitário e controlo populacional. O gato não deixa de ser um animal errante; continua a viver na colónia, mas sob um programa oficial de controlo. O CED permitirá diminuir o número de doenças do sistema reprodutivo e doenças contagiosas, redução de ruídos e odores ou diminuição de acidentes.
Para dar resposta à extensa lista de espera para a esterilização, a Autarquia conta com a Associação Animais de Rua para que este processe seja célere.
O Município está a realizar o levantamento e recenseamento do número de colónias e de animais, bem como uma lista dos cuidadores/as. Face ao aumento dos animais de ruas, a Câmara de Loulé pretende implementar uma estratégia a curto e médio prazo, sendo fundamental promover ações de sensibilização e esclarecimento junto da comunidade, a criação de uma rede de cuidadores/as, bem como a recolha de alimentos. “Os animais errantes são uma responsabilidade municipal”, sublinha Sofia Rois, que considera ser “importantíssima a educação e responsabilização da comunidade”.
Outra das preocupações do Município são as condições existentes no Canil Municipal. Nesse sentido, está em fase de conclusão o projeto de execução do futuro Centro de Recolha e Bem-Estar Animal que irá nascer na freguesia de Benafim. Até lá a aposta passará pela formação de quem aqui trabalha, a melhoria das condições de estadia dos cães e gatos, por exemplo através do enriquecimento ambiental, o apoio do Banco Local de Voluntariado para passear os animais, estando também em marcha uma campanha de adoção. Potenciar a figura do “animal comunitário”, por exemplo, através do apadrinhamento por parte de uma escola ou de um lar são outras das iniciativas que estão previstas.
“O Município de Loulé nunca teve uma visão para o bem-estar animal como está a ter neste momento”, sublinha o presidente, Telmo Pinto.
Após uma reunião entre os responsáveis da Autarquia e a Associação Animais de Rua, prevê-se que as duas entidades possam construir um plano estratégico para o bem-estar animal neste território.





