Os autarcas destes concelhos tinham criticado a Associação de Produtores de Aguardente de Medronho do Barlavento Algarvio (APAGARBE) por ter apresentado a candidatura à IGP Medronho do Algarve à sua revelia e incluído oito freguesias desses concelhos alentejanos, num processo que contou com o apoio da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve (DRAPALG).
Agora, os três municípios emitiram um comunicado conjunto a dar conta de que o presidente da APAGARBE, José Paulo Nunes, teria admitido publicamente que iria fazer uma proposta para retirada dessas freguesias da IGP Medronho do Algarve, mas confrontados pela Lusa nem o dirigente associativo nem a DRAPALG confirmaram esta informação.
Num comunicado com o título “presidentes das Câmaras Municipais de Almodôvar, Odemira e Ourique congratulam decisão da APAGARBE”, os autarcas alentejanos recordaram que o pedido de IGP Medronho do Algarve foi apresentado à Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR) e que os municípios apresentaram a contestação à pretensão de incluir as freguesias alentejanas nessa área na fase de consulta pública.
“A proposta de registo de IGP “Algarve” para o Medronho, inclui parte do Algarve e uma vasta área do Alentejo, designadamente, toda a área de oito freguesias dos concelhos de Almodôvar, Odemira e Ourique (tendo passado a nove freguesias em sede de audiência prévia por sugestão, proposta e decisão da DGADR)”, referiram ainda os autarcas do Alentejo.
Os presidentes das três câmaras alentejanas frisaram que, depois de “um processo com diversos desencontros, com deficiente diálogo e com equívocos técnicos e administrativos”, a APAGARVE “veio a público, através do seu presidente José Paulo Nunes, assumir que seria “feito um pedido formal ‘para a retirada destas freguesias da IGP’”.
“Esta é uma atitude que felicitamos, uma atitude de bom senso e seriedade dos promotores deste processo, que estamos certos cumprirão a palavra agora assumida, esperando que esta seja respeitada por todas as entidades públicas regionais e nacionais implicadas”, acrescentaram os autarcas de Odemira, Almodôvar e Ourique.
Mas questionado pela Lusa, o presidente da APAGARBE, José Paulo Nunes, não confirmou a informação de que essas freguesias iriam ser retiradas da área da IGP, dizendo apenas que a associação só se iria pronunciar quando considerasse oportuno e “não pretendia entrar em mais polémicas” sobre o assunto.
A Lusa também questionou a DRAPALG sobre a possível retirada das freguesias alentejanas da IGP Medronho do Algarve, mas o diretor regional, Fernando Severino, disse que o organismo que dirige “não se pode pronunciar” sobre o assunto “enquanto não houver uma deliberação por parte da DGADR.
Por: Lusa


