“À semelhança do que é feito internacionalmente, onde há competições de surf adaptado, gostaríamos de, em Portugal, enveredar também por esse caminho”, disse Nuno Vitorino à agência Lusa.
Desde 2012, a SURFaddict já permitiu a mais de 1.000 pessoas com deficiência experimentarem a modalidade, número que Nuno Vitorino espera aumentar este ano, com seis eventos já programados.
“Estes seis estão agendados, mas queremos fazer mais, assim haja apoio para isso”, refere o antigo nadador paralímpico de 38 anos, que ficou paraplégico aos 18.
Para conseguir criar competições de surf adaptado, Nuno Vitorino explica que primeiro é preciso que exista “vontade” e depois que seja criado um regulamento das provas.
“Para criar competições, e numa fase inicial, precisamos de uma vontade conjunta dos organismos que tutelam a modalidade no sentido de também abrirem a modalidade à competição no surf adaptado”, disse.
A SURFaddict foi a primeira associação de surf adaptado da Europa e tem como principal objetivo permitir às pessoas com deficiência desfrutarem o mar, baseando-se num princípio simples: dar formação às escolas de surf e criar, entre a comunidade surfista, um grande movimento de voluntários.
“O nosso objetivo é levar o ‘know how’ às escolas de surf, recebendo em troca os voluntários e os meios materiais – pranchas e fatos - para que estas atividades consigam ter o seu sucesso”, explicou Nuno Vitorino, destacando a aposta nas “parcerias com escolas, instituições públicas e locais para que tudo seja gratuito” para os praticantes.
Este ano, a SURFaddict conta com mais parceiros institucionais, oficiais e ao nível dos ‘media’, facto considerado por Nuno Vitorino com o “bastante positivo e fruto do trabalho que vem sendo desenvolvido”.
Depois do evento da Praia da Rocha, em Portimão, no Algarve, a 25 de abril, a SURFaddict vai estar em São Torpes, Sines, no Alentejo, a 16 de maio.
Por: Lusa


