O evento pretende alertar para os direitos sexuais e reprodutivos dos jovens e dará origem à Agenda Jovem de Direitos Sexuais para o Algarve, documento que refletirá as preocupações expressas numa auscultação que os organizadores têm vindo a promover junto de jovens e grupos específicos da região, explicou à agência Lusa Sofia Martins, da ECOS, Cooperativa de Educação, Cooperação e Desenvolvimento.
A ECOS conta com o apoio do município de Faro e da Delegação Regional do Instituto Português do Desporto e da Juventude na organização do festival, que vai aliar workshops, debates e reuniões a um conjunto de atividades culturais, como cinema ou exposições, acrescentou.
Sofia Martins observou que o Festival Mudanças surgiu a partir de um projeto da ECOS denominado “Falar Disso: Cooperação e Participação pelos Direitos Sexuais e Reprodutivos dos Jovens no Algarve”, que visa “incentivar jovens à participação em tomadas de decisão sobre assuntos que lhes dizem respeito” e “neste caso particular os direitos sexuais”.
“O que se pretende é colocar os jovens a participar mais ativamente pelos seus direitos sexuais e, ao mesmo tempo, cria esta rede de diálogo e de cooperação entre jovens, agentes de decisão, entidades, organizações, escolas”, afirmou a mesma fonte.
Além da realização destas iniciativas de cariz participativo, a organização aceitou “o desafio” lançado por outros parceiros e “criar um festival mais alargado, com um programa não só para as pessoas que tinham trabalhado dentro do projeto ‘Falar Disso’, mas que pudesse chegar a toda a comunidade”, referiu Sofia Martins.
Assim, o programa vai também incluir “iniciativas feitas por outros parceiros” e “potenciá-las num evento apenas” e que “trabalhasse as questões dos direitos sociais, e nesta primeira edição os direitos sexuais em específico, pela arte e pela cultura”.
O objetivo último será alcançado no sábado, dia para o qual está agendada a Conferência “Jovens e os Direitos Sexuais no Século XXI”, que culminará com a apresentação da Agenda de Direitos Sexuais Jovens para o Algarve, sublinhou.
Este será um dos espaços em que a organização do festival pretende “incentivar a cidadania dos jovens e abrir espaços para que as entidades e agentes de decisão possam acolher as propostas que os jovens têm”.
POr: Lusa


