Para a ANAV – Associação Nacional de Agências de Viagens, existe um risco sério de agravamento das filas de espera nos controlos de fronteira com a entrada em vigor plena deste novo sistema europeu, que visa reforçar a segurança e o controlo de entradas e saídas no espaço Schengen. No entanto, a sua implementação tem revelado constrangimentos operacionais em vários países, incluindo Portugal, principalmente nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, infraestruturas críticas para o turismo em Portugal e apontados como os mais expostos a estes riscos, dada a sua elevada procura, sobretudo em períodos de pico.
A Associação lembra que a recente decisão de suspender temporariamente a recolha de dados biométricos nas partidas, para evitar perdas de voos, evidencia que o sistema ainda não se encontra totalmente estabilizado, situação que levanta sérias dúvidas sobre a capacidade de resposta dos aeroportos nacionais num cenário de maior pressão.
A ANAV sublinha que a imprevisibilidade operacional que tem vindo a ser registada constitui um fator de grande preocupação para passageiros, agências de viagens e operadores turísticos, dificultando o planeamento das viagens e aumentando significativamente o risco de perda de voos e falhas em ligações. Esta realidade traduz-se não só numa deterioração da experiência dos clientes, mas também num aumento dos custos de assistência, aponta.
A associação chama ainda a atenção para o impacto adicional das fragilidades no setor do handling, que agravam a instabilidade num momento já delicado, alertando que a conjugação de constrangimentos no controlo de fronteiras com problemas operacionais no apoio em terra “fragiliza todo o sistema aeroportuário e aumenta o risco de disrupções significativas durante a época alta”.
O presidente da ANAV, Miguel Quintas, reforça que “está em causa a imagem de Portugal enquanto destino turístico organizado e fiável, num momento crítico que corresponde ao primeiro e último contacto do visitante com o país”, apelando “a uma resposta urgente, coordenada e eficaz” entre o Governo, a Polícia de Segurança Pública, a Agência para a Integração, Migrações e Asilo, a ANA Aeroportos de Portugal e todos os operadores aeroportuários, “com vista a garantir previsibilidade, confiança e normalidade no funcionamento dos aeroportos nacionais”.
Publituris


