As Câmaras Municipais tudo fizeram para que o ano lectivo se iniciasse a tempo e horas, arranjando escolas, fornecendo materiais, espaços exteriores, refeições escolares, transportes para os alunos, materiais educativos e todo um conjunto de condições, com um forte investimento municipal, para que o início das aulas.
Segundo dados fornecidos pelas Câmaras Municipais, mais de três centenas de professores estavam em falta nas escolas algarvias no final da primeira semana de Outubro, situação que impede milhares de alunos de ter acesso ao ensino regular e obrigatório a que têm direito. Uma falha grave do Governo, que põe em causa este investimento municipal e todo o processo educativo dos alunos.
Este início de ano letivo foi o mais caótico e desorganizado dos últimos anos quando. Três semanas após o começo das aulas, para além da falta de professores em dezenas de escolas do Algarve, foi comunicado pelo Ministério da Educação aos professores colocados ao abrigo da Bolsa de Contratação de Escola, a anulação dos respetivos contratos.
A forma como o Governo gere a educação, um setor prioritário na construção de um futuro melhor para os nossos jovens e para o nosso país, motiva uma profunda indignação dos autarcas algarvios.
O Conselho Intermunicipal do Algarve considera que o Governo deve rever a sua atuação e refletir sobre os erros cometidos, de modo a encontrar rapidamente soluções que evitem a repetição dos mesmos e consigam definir um caminho de prosperidade, a pensar no futuro dos cidadãos e de Portugal.
Por AMAL


