Loulé, Silves e Albufeira uniram esforços há oito anos para dar forma a um projeto que hoje coloca o território algarvio no mapa mundial dos geoparques reconhecidos pela UNESCO

O Geoparque Algarvensis celebrou, no passado dia 3 de outubro no Cine Teatro Louletano, na primeira Gala Geoparque Algarvensis, um percurso iniciado em 2018 e que nasceu da vontade conjunta dos municípios de Silves, Loulé e Albufeira em valorizar um território marcado pela sua riqueza geológica, natural, cultural e humana.

A gala constituiu um momento de celebração, mas também de reconhecimento de um caminho construído ao longo de vários anos, envolvendo autarquias, comunidade científica, instituições, associações e populações locais. Um percurso que começou com uma visão partilhada entre três municípios e que viria a alcançar uma dimensão internacional com a integração do Algarvensis na rede de Geoparques Mundiais da UNESCO.

O projeto surgiu em 2018, numa altura em que a criação de um geoparque multimunicipal constituía um desafio ambicioso. A ideia passava por unir diferentes áreas do território em torno de uma estratégia comum de valorização do património e de promoção de um desenvolvimento sustentável, colocando em evidência aquilo que torna esta região única.

Ao longo dos anos, o trabalho desenvolvido permitiu aprofundar o conhecimento sobre o território, promover o património geológico e natural e reforçar a ligação entre ciência, educação, cultura e desenvolvimento local.

A Universidade do Algarve, a Associação In Loco, a comunidade científica e diversas instituições tiveram um papel importante neste processo, a par dos três municípios promotores e das comunidades que vivem no território do Algarvensis.

Mais do que uma classificação, o reconhecimento pela UNESCO representa, assim, o resultado de um trabalho continuado e uma nova responsabilidade para os territórios envolvidos. A designação de Geoparque Mundial da UNESCO coloca o Algarvensis numa rede internacional de territórios reconhecidos pelo seu património geológico e pela forma como procuram articular a sua preservação com a educação, a ciência, a cultura e o desenvolvimento sustentável.

 

Um projeto com os olhos postos no futuro

Para o Município de Silves, a integração no Algarvensis representa um compromisso permanente com a valorização do património e com a criação de novas oportunidades para o território. O Executivo Municipal considera que o projeto deve ser concretizado diariamente, através da promoção do conhecimento, da educação ambiental e científica, do envolvimento das populações e da valorização dos recursos locais.

A gala serviu, desta forma, não apenas para recordar o caminho já percorrido, mas também para reafirmar a importância de continuar a trabalhar em conjunto.

A filosofia que esteve na origem do projeto mantém-se: um geoparque não se resume à distinção atribuída pela UNESCO, mas deve traduzir-se num processo contínuo de valorização do território e de envolvimento das comunidades.

O Algarvensis pretende, precisamente, afirmar essa dimensão, aproximando o conhecimento científico das populações, dando maior visibilidade ao património existente e contribuindo para que as gerações futuras conheçam, valorizem e preservem os recursos naturais e culturais da região.

O que começou em 2018 como uma visão partilhada entre Silves, Loulé e Albufeira é hoje uma realidade reconhecida internacionalmente. Um percurso que ultrapassou fronteiras municipais e que procura afirmar o Algarve através de um património que pertence a todos.

Da região para o mundo, o Geoparque Algarvensis assume-se agora como um projeto de futuro, construído em conjunto e com a responsabilidade de preservar e valorizar, diariamente, um território de exceção.