Distribuídos por toda a região, a ALGAR mobiliza os meios humanos e equipamentos que dispõe para a Recolha Seletiva de mais de 2500 ecopontos colocados de forma estratégica em cada um dos municípios que serve, encaminhando os resíduos de embalagens recolhidos, para as três centrais de Triagem e Valorização (2 no Sotavento e 1 no Barlavento) a que acresce a recolha seletiva nos 13 Ecocentros (Albufeira, Alcoutim, Aljezur, Castro Marim, Lagos, Lagoa, Tavira, Loulé, Portimão) que coloca à disposição da população para a deposição voluntária de resíduos recicláveis de maior dimensão.
A ALGAR, tem em atenção a época balnear e prepara antecipadamente um plano de intervenção com o objetivo de responder de forma eficaz ao maior volume de atividade operacional que ocorre no verão. Para isso adquiriu novas viaturas, contratou apoio operacional externo para fazer face ao acréscimo de recolha seletiva dos ecopontos e, recorreu à contratação de mão-de-obra temporária para dar resposta ao elevado aumento dos resíduos de embalagens que se processam nas suas instalações. Paralelamente a ALGAR reforçou o número de ecopontos em locais de maior concentração populacional, e investiu na recolha seletiva dos resíduos provenientes do setor do comércio e serviços, promovendo campanhas de sensibilização no âmbito do seu projeto “Ambilinha”.
Assinale-se que a ALGAR conta também com a colaboração dos Municípios para o controlo e fiscalização da deposição incorreta dos resíduos nos ecopontos, bem como para sensibilizar a população no cumprimento das boas práticas essenciais à atividade da recolha seletiva, nomeadamente, alertar/impedir o estacionamento junto dos ecopontos que inviabiliza a sua recolha pelas viaturas da ALGAR, com os consequentes problemas ambientais e de saúde pública que daí resultam para a população em geral.
O objetivo é que todos os interlocutores diretos, que operam na limpeza urbana e recolha dos resíduos, com responsabilidade de representação do interesse público, colaborem entre si e com as equipas da ALGAR na resolução das dificuldades que sempre surgem neste período de maior concentração populacional, no âmbito da atividade de recolha seletiva.
Neste princípio de proximidade, a ALGAR abre regularmente à população visitas às suas unidades de triagem para poderem observar a receção, o manuseamento e todo o trabalho de processamento pelos funcionários dos resíduos que são recolhidos nos ecopontos. Pretende-se que observem o trabalho que se realiza na linha de triagem com a separação da elevada quantidade de materiais que são indevidamente colocados nos ecopontos, bem como a triagem e separação por fileira e tipo de material, nomeadamente dos plásticos em 5 tipologias diferentes (PET, PEAD, Filme, EPS e Plásticos Mistos), materiais ferrosos e não ferrosos. No que respeita ao papel/cartão rececionado, observar a separação de contaminantes em área distinta e a sua preparação para enfardamento e, relativamente ao vidro, observar a sua limpeza numa linha independente onde se retiram os sacos de plástico e outros resíduos incorretamente misturados. No final de todo a atividade de triagem, verificar que os diferentes materiais separados/triados são enfardados, acondicionados e expedidos para a indústria recicladora através da entidade gestora, a Sociedade Ponto Verde.
Com estas visitas e as campanhas contínuas de sensibilização da população, a ALGAR tem conseguido aumentar a colaboração da população que se traduz no aumento das quantidades de recicláveis que todos os anos são valorizados.
Contudo ainda não se conseguiu que todos façam a separação dos seus resíduos de embalagens. Com efeito cerca de 30% de recicláveis ainda são depositados em conjunto com os resíduos indiferenciados em aterro, aumentando assim o custo para as autarquias e, consequentemente para os munícipes, que veem esse valor refletido na sua fatura da água.
Por isso é tão importante também a colaboração das Câmaras Municipais na sensibilização da população.
Todos juntos, temos de contribuir e colaborar para um Algarve cada vez mais amigo do Ambiente.
Por: Algar


