O alargamento do controlo biométrico à totalidade dos passageiros extracomunitários nos aeroportos nacionais arrancou hoje sem sobressaltos e apenas houve demoras em Faro, de cerca de uma hora ao início da manhã, disse à Lusa fonte da PSP.

Com o alargamento à totalidade dos passageiros do controlo por biometria fica em vigor em pleno o novo sistema europeu de controlo fronteiriço para cidadãos extracomunitários, após um período faseado de aplicação que registou constrangimentos em Portugal, principalmente no aeroporto de Lisboa.

Segundo a PSP, apenas em Faro, pelas 05:30 de hoje, houve mais aglomerado de passageiros e a espera rondou uma hora. Pelas 09:45, os passageiros esperavam cerca de 20 minutos.

Tempo de espera idêntico tinham as partidas no aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto. Nas chegadas o tempo de espera era de 10 minutos.

No aeroporto de Lisboa, pelas 09:45, os tempos não eram muito diferentes: cerca de 30 minutos nas partidas e menos de 10 minutos nas chegadas.

O Sistema Europeu de Entrada/Saída (EES, na sigla em inglês) é um sistema automatizado da União Europeia que substitui o carimbo no passaporte pelo registo digital de dados biométricos (foto e impressões digitais) para cidadãos não pertencentes à União Europeia e está a ser implementando na UE de forma faseada desde outubro de 2025, passando a funcionar a 100% a partir de hoje.

Este novo sistema entrou em funcionamento em 12 de outubro em Portugal e nos restantes países do espaço Schengen e, desde então, os tempos de espera nas fronteiras aéreas agravaram-se, principalmente no aeroporto de Lisboa, com os passageiros a terem de esperar, por vezes, várias horas.

A introdução em 10 de dezembro nos aeroportos portugueses da segunda fase do EES, que consiste na recolha de dados biométricos, causou ainda mais constrangimentos no aeroporto de Lisboa.

No final de dezembro, o Governo anunciou medidas de contingência no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, para reduzir os tempos de espera na zona das chegadas, nomeadamente a suspensão por três meses do EES, que, entretanto, voltou a funcionar.

 

Lusa