O modo como os candidatos se apresentam ao mercado influencia muito no processo de recrutamento e há falhas bastante comuns.

O modo como os candidatos a um posto de trabalho se apresentam nos seus currículos e em entrevistas de emprego faz, muitas vezes, mais diferença do que a própria experiência académica e profissional que têm. E é aí que residem muitos pequenos erros que podem comprometer o candidato no processo de recrutamento. 

De acordo com a Adecco Portugal, que tem uma base de dados superior a 850 mil candidatos, mais de 10 mil novos registos por mês e avalia cerca de 3 mil candidatos semanalmente, os erros mais frequentemente identificados pelas suas equipas são os currículos demasiado extensos ou desatualizados, candidaturas genéricas enviadas para diferentes oportunidades sem qualquer adaptação, perfis de LinkedIn incompletos ou desatualizados e uma insuficiente preparação sobre a empresa ou a função antes da entrevista.

 

Deste modo, a Adecco destaca seis erros a evitar:

  • Enviar exatamente o mesmo currículo para todas as vagas;
  • Não adaptar a candidatura às competências e requisitos da função;
  • Manter o perfil de LinkedIn incompleto ou desatualizado;
  • Desconhecer a empresa ou a posição para a qual se candidata;
  • Valorizar apenas a experiência técnica, esquecendo competências comportamentais;
  • Não preparar a entrevista ou assumir que o currículo “fala por si”.

Em comunicado, Vânia Borges, Diretora de Recursos Humanos da Adecco em Portugal, afirma que “hoje, os candidatos concorrem a oportunidades num mercado cada vez mais competitivo” e que “muitas vezes, não é a experiência que faz a diferença, mas sim a forma como essa experiência é apresentada e como cada candidatura é preparada”.

“Os recrutadores procuram candidatos que demonstrem interesse genuíno pela oportunidade. Quando um currículo é enviado de forma indiferenciada para dezenas de vagas ou não reflete minimamente os requisitos da função, torna-se muito mais difícil captar a atenção de quem está a recrutar”, acrescenta a responsável.

Há ainda outros fatores que continuam a ser desvalorizados por muitos candidatos, como a importância das competências comportamentais durante o processo de seleção, além da comunicação, capacidade de adaptação, pensamento crítico, motivação e aprendizagem contínua que têm um peso crescente nas decisões de recrutamento, especialmente quando nos referimos a funções especializadas e de maior responsabilidade.

Vânia Borges explica que “o processo de recrutamento começa muito antes da entrevista”, sendo cada candidatura “uma oportunidade para demonstrar preparação, interesse e capacidade de comunicar valor”. Segundo a responsável, “são muitas vezes estes aspetos que distinguem candidatos com percursos profissionais semelhantes”. 

“O mercado de trabalho evoluiu e os processos de recrutamento evoluíram com ele. Hoje, os candidatos são avaliados de forma mais abrangente, sendo cada vez mais importante demonstrar potencial de aprendizagem, capacidade de adaptação e alinhamento com a cultura da organização”, conclui Diretora de Recursos Humanos da Adecco em Portugal.

 

Idealista News