As portagens da A22 têm sido grandemente responsáveis pela elevada sinistralidade que acontece no Algarve, particularmente na EN 125, uma verdadeira rua urbana e que voltou a transformar-se na «estrada da morte». Na região assiste-se a uma média de 23 acidentes diários, 30 mortes e 150 feridos graves por ano – já ultrapassa a centena de vítimas mortais em três anos e meio de portagens.
A CUVI congratula-se pela boa participação dos utentes e outros cidadãos, com destaque para diversos motards do Moto – Clube de Faro e até da vizinha Andaluzia. No debate verificaram-se várias intervenções e foi aprovada uma Moção por unanimidade e aclamação por cerca de uma centena de pessoas presentes – a exigir ao governo a suspensão imediata das portagens na Via do Infante, a requalificação total da EN 125, solicitar aos responsáveis políticos nacionais e regionais do PSD, CDS e PS uma tomada de posição, sem ambiguidades, em relação às portagens e apelar à AMAL e outras entidades regionais que reforcem uma ampla plataforma da sociedade civil do Algarve pela suspensão imediata das portagens. A referida Moção será enviada ao 1º Ministro, Ministro da Economia, Presidente da República, Secretário-Geral do Partido Socialista, Presidente da AMAL e aos Grupos Parlamentares da Assembleia da República. (em anexo segue Moção).
A CUVI, juntamente com outras entidades, irá continuar a desenvolver durante o verão que se aproxima um conjunto de ações e iniciativas fortes, algumas de surpresa, visando a anulação das portagens. Também se espera que, entretanto, o Secretário-Geral do Partido Socialista agende a reunião pedida pela Comissão de Utentes há mais de um mês.
Algumas das próximas ações anti-portagens a desenvolver pela CUVI será no dia 4 de julho – visando novamente a mortal rua urbana 125 – e a participação na grande concentração e desfile internacional do Moto – Clube de Faro no dia 19 de julho.
Por Comissão de Utentes da Via do Infante


