A TAP registou um resultado líquido negativo de 70,7 milhões de euros até junho, o que compara com perdas de 24,8 milhões de euros no mesmo período do ano passado. Já no segundo trimestre, a companhia contabilizou um lucro de 37,5 milhões de euros, uma queda de 42,5% face ao mesmo trimestre de 2024, destacando como fatores negativos perdas cambiais de 42,5 milhões de euros resultantes da desvalorização do dólar, moeda na qual recebe várias receitas.
Após um primeiro trimestre que considera “desafiante”, a TAP, que divulgou os resultados do segundo trimestre, esta quinta-feira, reafirma o seu compromisso com a trajetória de recuperação, sustentabilidade financeira e transformação estrutural que tem vindo a seguir nos últimos anos, registando uma recuperação sólida no período analisado.
A companhia aérea transportou 4,4 milhões de passageiros, um aumento de 4,5% face ao segundo trimestre de 2024, tendo operado cerca de 30 mil voos, uma subida de 0,8% face ao período homólogo, e registou um Load Factor de 85%, um aumento de 2,3 p.p.
Foram introduzidas, durante o trimestre, novas rotas e rotas sazonais. Foram reabertas quatro rotas sazonais de verão a partir de Lisboa: Alicante, Ibiza, Menorca e Palma de Maiorca. Adicionalmente, foi retomada a operação da rota anual Lisboa–Porto Alegre, enquanto foram lançadas novas rotas de longo curso e domésticas, incluindo Lisboa–Terceira–São Francisco, Lisboa–Los Angeles, Porto–Boston e Faro–Funchal.
De abril a junho, as receitas operacionais da TAP aumentaram 1,7% face ao período homólogo, totalizando 1. 131,7 milhões de euros, que segundo indica, foram impulsionadas maioritariamente pelo aumento das receitas de passagens (+3,1%), desempenho que também foi beneficiado efeito calendário da Páscoa, reforçado pela melhoria do Load Factor (+2,3 p.p.) e pelo aumento da capacidade (+4,8%).
No acumulado do primeiro semestre de 2025, a TAP transportou um total de oito milhões de passageiros, o que representa um aumento de 2,2% quando comparado com o mesmo período do ano anterior, enquanto o número de voos operados manteve-se praticamente estável, com um crescimento homólogo de 0,2%. A capacidade aumentou 2,3% face ao primeiro semestre de 2024, e os RPK cresceram 3,6%, resultando numa melhoria de 1,0 p.p. no Load Factor, que atingiu 82,1%.
Luís Rodrigues, CEO da TAP, salientou, ao comentar estes resultados que, “após um início de ano desafiante, a companhia registou uma performance positiva no segundo trimestre, com um aumento das operações e das receitas face ao mesmo período do ano anterior”, para destacar que “esta dinâmica traduziu-se em resultados operacionais sólidos, contribuindo para compensar parcialmente o impacto dos eventos extraordinários ocorridos no primeiro trimestre e reforçando tanto a resiliência das nossas equipas como a robustez da nossa rede”.
O executivo refere que “continuamos a operar num ambiente altamente competitivo, com pressão sobre as receitas unitárias e desafios operacionais persistentes — afetando particularmente a pontualidade”. Ainda assim, considera que “registámos uma melhoria homóloga da regularidade durante o trimestre.”
Luís Rodrigues realça que “a medida que executamos um dos verões operacionalmente mais difíceis do passado recente, com constrangimentos severos no controlo de fronteiras nos aeroportos nacionais, impactando fortemente a nossa atividade, mantemos o foco em garantir uma operação fiável, trabalhando no progresso do ecossistema da aviação nacional”, e assegura que “à medida que avançamos para lá do Plano de Reestruturação, as nossas prioridades mantêm-se claras: transformar a TAP numa empresa consistentemente rentável e atrativa, consolidando a eficiência operacional e a sustentabilidade financeira”.
Quanto às perspetivas para 2025, a TAP destaca que as reservas encontram-se, à data, em linha com o ano anterior, apesar do aumento da capacidade e da tendência para janelas de reserva mais curtas, estimando que a pressão concorrencial nos principais mercados deverá manter-se, continuando a condicionar a evolução das receitas unitárias. Assim, o foco está em maximizar a qualidade das receitas nos principais mercados, através de Load Factors fortes, tirando partido da vantagem geográfica e da sua rede para manter a sua posição de liderança.
Por outro lado, apesar dos atrasos na entrega de aeronaves e em toda a cadeia de abastecimento, a companhia aérea portuguesa diz que mantém o compromisso de modernização da frota, com a entrega prevista de três aeronaves Airbus NEO até ao final do ano, contribuindo para uma operação mais eficiente e sustentável.
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