A nova infraestrutura destina-se a embarcações até 30 metros, disponibilizando também 55 postos de amarração para a pesca profissional, 170 lugares para o recreio náutico local e 41 para o Clube de Vela de Lagos.
Aos atuais 474 lugares para iates serão, assim, acrescentados 102 postos de amarração para embarcações de 10 a 30 metros, no anteporto de Lagos.
Em declarações à agência Lusa, o administrador da Marina de Lagos, Martinho Fortunato, explicou que a inclusão no projeto de criação de pontões para a pesca, “são uma contrapartida do projeto e da negociação com a Docapesca, porque a zona de intervenção abrange o porto de pesca”.
Ao falar à margem da cerimónia que assinalou o início da obra, o administrador da Marina de Lagos adiantou que o pontão com 170 lugares é destinado a “embarcações pequenas de pessoas locais, com custos mais baixos, para dar acesso a que todas as pessoas possam desfrutar do mar”.
Segundo o responsável, a obra “permitirá requalificar uma zona abandonada da cidade, porque além do espelho de água, a intervenção estende-se aos espaços adjacentes”.
“Vamos criar também armazéns de aprestos de pesca, 135 lugares de estacionamento, um ‘Yacht’ Clube [centro de eventos e de atividades ligadas à náutica] e oito espaços comerciais”, apontou.
Martinho Fortunato estima que a obra de ampliação no espelho de água possa ficar concluída em setembro próximo, e as da zona envolvente em 2027.
O responsável prevê que a nova infraestrutura “represente um aumento de 21% no impacto económico”, adiantando que o volume de negócios anual da Marina de Lagos se situa entre os 17 e os 30 milhões de euros.
O administrador da Marina de Lagos destacou a importância do empreendimento para a economia do país, ao acolher atualmente 106 empresas, que geram 1.350 postos de trabalho.
Por seu turno, o presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), André Gomes, disse à Lusa que “o projeto é importante para o turismo náutico algarvio, um segmento com enorme potencial de crescimento”.
“Com este investimento na melhoria da oferta para o turismo náutico, acrescenta-se qualidade e inovação num segmento importante e estratégico para a RTA”, concluiu.
Lusa




