«António Pinheiro – Um nome para a História do Teatro Português»

A ligação de Luís Gameiro com as áreas artísticas do cinema, da literatura e do teatro levou a que este Técnico Superior de Arquivo no Arquivo Nacional das Imagens em Movimento da Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, escolhesse uma das mais incontornáveis figuras do Teatro português como tema para a elaboração da sua tese de mestrado.

As origens tavirenses de Luís Gameiro, cidade onde se encontra o Cine-Teatro António Pinheiro, também não terão sido levadas em linha de conta nessa escolha.

Factual é que a obra «António Pinheiro – Um nome para a História do Teatro Português» tornou-se imediatamente na melhor biografia publicada desse notável homem do teatro português, sendo atualmente usada como uma das bibliografias obrigatórias em trabalhos de investigação sobre o teatro em Portugal.

Apresentada oficialmente na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, no dia 3 de Outubro de 2014, a biografia de António Pinheiro, elaborada por Luís Gameiro, prefaciada pela Professora Catedrática Maria Helena Serôdio e editada pela Arandis Editora, será apresentada na Biblioteca Álvaro de Campos, em Tavira, no próximo dia 22 de Outubro, pelas 17 horas.

 

ANTÓNIO PINHEIRO

Nascido em Tavira, a 21 de Dezembro de 1867, António José Pinheiro faleceu em Lisboa, no dia 2 de Março de 1943.

Actor, ao longo da sua extensa carreira integrou várias companhias de teatro, como: “Rosas & Brazão”, “Sociedade Artística” e “Rey Colaço – Robles Monteiro”. Foi igualmente um importantíssimo ensaiador/encenados.

Com ligações à maçonaria, teve um importante papel social no mundo do teatro, criando sistemas de apoio aos artistas dramáticos. Em 1902 criou a Caixa de Socorros dos Artistas do Theatro D. Amélia e, em 1907, fundou a Associação de Classe dos Artistas Dramáticos. Em 1915 foi a vez de fundar a Associação de Classe dos Trabalhadores do Teatro, embrião do futuro Grémio dos Artistas Teatrais.

Responsabilizou-se diretamente pela formação de novos atores, promovendo a criação de novos currículos do curso de Arte de Representar assegurando, como professor, a disciplina de Estética e Plástica Teatral no Conservatório Nacional.

Estreou-se em 1886, no Teatro Ginásio, na peça “Nobres e plebeus”. Teve um papel de destaque na peça “Viriato Trágico”, de Júlio Dantas, em 1900, interpretação que o colocou definitivamente na categoria de ator profissional. Despediu-se dos palcos em 1933 interpretando a figura do Cardeal D. Henrique, na peça “Dom Sebastião”, pondo fim a uma carreira que contava com interpretações em mais de 2.500 atos. 

Por NCI