A 52.ª edição da Volta ao Algarve foi oficialmente apresentada no Salão Nobre da Câmara Municipal de Albufeira, numa conferência de imprensa que marcou o arranque simbólico de uma prova que se assume cada vez mais «modernizada e profissionalizada».

A sessão contou com a presença de vários protagonistas da corrida, entre os quais João Almeida (UAE Team Emirates XRG), Juan Ayuso (Lidl-Trek) e Afonso Silva (Team Tavira / Crédito Agrícola), além de responsáveis institucionais e dirigentes do ciclismo nacional.

Modernização e ambição reforçada

Na cerimónia de apresentação, foi sublinhada a aposta na modernização da prova, agora sob direção de Ezequiel Mosquera, numa parceria destacada pelo presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Cândido Barbosa. O objetivo passa por elevar o padrão organizativo e competitivo da Algarvia, reforçando o seu posicionamento no calendário internacional.

Também a Região de Turismo do Algarve destacou a importância estratégica da corrida, considerada emblemática para a promoção do território, quer pela exposição mediática internacional, quer pelo impacto económico direto na região.

Cinco dias, cinco desafios distintos

A edição de 2026 apresenta um percurso diversificado e tecnicamente exigente, distribuído por cinco etapas que combinam oportunidades para sprinters, especialistas do contrarrelógio e candidatos à classificação geral.

A prova arranca em Vila Real de Santo António, que se estreia como cidade anfitriã do tiro de partida oficial, numa etapa de 183,5 quilómetros até Tavira. Uma das novidades é a introdução do “quilómetro de ouro”, com três sprints bonificados concentrados num curto troço empedrado, solução inspirada nas clássicas belgas e pensada para aumentar a intensidade competitiva desde os primeiros quilómetros.

A segunda etapa liga Portimão ao Alto da Foia, na Serra de Monchique, com final em alto e uma subida renovada que promete criar as primeiras diferenças entre os homens da geral.

O terceiro dia é dedicado ao contrarrelógio individual, em Vilamoura, num traçado plano de 19,5 quilómetros, com partida na Marina e chegada na Avenida Engenheiro João Meireles, terreno favorável aos especialistas da disciplina.

A quarta etapa, entre Albufeira e Lagos, deverá favorecer os sprinters, ainda que inclua uma contagem de montanha de terceira categoria e metas volantes que podem agitar a corrida.

A decisão fica reservada para domingo, com partida em Faro e dupla ascensão ao Alto do Malhão. A última subida deverá ser determinante para a definição do vencedor da etapa e, possivelmente, da classificação geral.

Pelotão de excelência

Com mais de 150 corredores inscritos, a prova reúne 12 equipas WorldTour, três ProTeam e nove formações continentais portuguesas. Entre os nomes mais sonantes destaca-se João Almeida, segundo classificado na edição anterior, que assume ambições claras à vitória.

Juan Ayuso estreia-se na Algarvia ao serviço da Lidl-Trek, enquanto outros nomes de relevo internacional, como Paul Seixas, Florian Lipowitz, Oscar Onley, Filippo Ganna e Jasper Philipsen, reforçam o estatuto competitivo da corrida.

A Volta ao Algarve terá transmissão diária na RTP2 e na Eurosport2, consolidando o seu alcance mediático e a projeção internacional da região.

Com um percurso exigente, inovação competitiva e um pelotão de luxo, a Algarvia apresenta-se, assim, pronta para voltar à estrada e afirmar-se como uma das principais provas do calendário europeu no início da temporada.