Os Fundos Europeus geridos pelo Programa Regional ALGARVE 2030 estão a financiar investimentos que representam uma melhoria significativa na prestação de cuidados de saúde na região, com impacto direto na prevenção, diagnóstico precoce, tratamento especializado e acompanhamento dos utentes oncológicos.
Esta segunda-feira a Senhora Ministra da Saúde, Professora Doutora Ana Paula Martins, inaugurou oficialmente os primeiros investimentos desta candidatura, no Hospital Central do Algarve, em Faro.
A candidatura apresentada pela Unidade Local de Saúde do Algarve (ULS Algarve), para a implementação de um Centro Oncológico Regional Integrado do Sul (CORIS), com um investimento total de 17 milhões de euros, dos quais 10,23 milhões de euros correspondem a apoio de fundos europeus, tem investimentos nas estruturas de saúde hospitalares da região.
O projeto baseia-se numa estratégia de valorização das infraestruturas já existentes no Serviço Nacional de Saúde (SNS), sendo complementado com o Centro Oncológico Regional Integrado do Sul, a localizar em Loulé. Esta sinergia criada pela ULS Algarve e a Autarquia de Loulé, viabilizou a cedência pela Autarquia Local à ULS Algarve de um terreno para a construção de edifício específico, tendo esta Autarquia Local ainda atribuído à ULS um valor de 1,4 milhões de euros, para contribuição da contrapartida nacional da candidatura.
A implementação deste investimento permitirá uma resposta aos utentes da região, atuando de forma coordenada em três eixos fundamentais para uma resposta adequada na área oncológica: Prevenção e Diagnóstico Precoce, Tratamento Específico e Cuidados ao Doente Oncológico.
Para o tratamento Específico Oncológico, proceder-se-á ao reforço e modernização dos blocos operatórios nas três unidades hospitalares da região (Faro, Portimão e Lagos) através da aquisição de equipamentos de cirurgia endoscópica avançada, microscopia cirúrgica, torres de vídeo, anestesia e sistemas de suporte crítico, como o ECMO.
Reconhecendo a importância crescente da Pneumologia Oncológica, prevê ainda que seja reforçada a capacidade diagnóstica e terapêutica com equipamentos de videotoracoscopia (VATS) e de diagnóstico funcional respiratório. Paralelamente, as farmácias hospitalares, nomeadamente a de Portimão, serão modernizadas para garantir condições seguras e eficientes na preparação de terapêuticas complexas, como quimioterapia e imunoterapia.
Estas medidas permitirão que, a partir de 2027, os doentes oncológicos da região tenham acesso a tratamentos modernos e eficazes sem necessidade de deslocações prolongadas para outras regiões.
Este investimento representa uma mudança estrutural e transformadora na resposta oncológica do Algarve, reforçando a equidade territorial, a qualidade assistencial, a inovação tecnológica e a centralidade do utente.
Com o apoio dos Fundos Europeus, esta operação faz corresponder ao previsto nas escolhas e objetivos específicos definidos para o programa Regional ALGARVE 2030, da responsabilidade da CCDR Algarve, nomeadamente: Garantir a igualdade de acesso aos cuidados de saúde, fomentar a resiliência dos sistemas de saúde, inclusive dos cuidados de saúde primários, e promover a transição dos cuidados institucionais para os cuidados centrados na família e de proximidade.
Esta opção resulta, ainda, da premência na resposta a uma doença que afeta cada vez mais a população (a Comissão Europeia estima um crescimento de 24% até 2035) e sobretudo da insuficiência de respostas na região.
José Apolinário, Presidente da CCDR Algarve destaca: “Os Fundos Europeus de coesão geridos nas regiões continuam, assim, a afirmar-se como um instrumento decisivo para elevar a qualidade dos cuidados de saúde públicos na região e o acesso aos mesmos, neste caso, reforçando as competências do Serviço Nacional de Saúde e reduzindo as desigualdades regionais de acesso a cuidados de saúde especializados".
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