Transporte de bebé em estado crítico feito com meios adequados

16:32 - 03/11/2026 FARO
O recém-nascido em estado crítico que seguiu de ambulância de Faro para Lisboa em 2025 contou com os meios adequados e especializados para o transporte entre hospitais, concluiu a Inspeção-Geral das Atividades e Saúde (IGAS).

Em comunicado, a IGAS adiantou que a transferência do bebé do Hospital de Faro para o Hospital Dona Estefânia foi concretizada com um “meio de transporte adequado, especializado no transporte de doentes pediátricos em estado grave, tripulado por equipa multidisciplinar especializada neste tipo de transporte”.

Durante a viagem entre Faro e Lisboa, o recém-nascido foi ainda acompanhado por uma intensivista pediátrica do hospital de origem e sob monitorização do médico regulador do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), apurou a inspeção-geral.

Este caso remonta a novembro de 2025, quando o bebé teve de ser transportado para Lisboa em ambulância devido à inoperacionalidade do helicóptero do INEM, o que levou a IGAS a avançar com um processo de esclarecimento.

Na altura, o INEM reconheceu que o helicóptero de Loulé estava inoperacional há vários dias por motivos de manutenção e logísticos, salientando que, mesmo que estivesse operacional, não poderia assegurar o transporte do bebé entre Faro e Lisboa devido às condições meteorológicas adversas.

De acordo com o instituto, perante a impossibilidade de acionamento do helicóptero, o bebé foi transportado numa ambulância dedicada especificamente ao transporte de recém-nascidos e crianças em estado crítico entre hospitais.

No comunicado hoje divulgado sobre as conclusões do processo de esclarecimento, a IGAS adiantou que a assistência prestada, “considerando um quadro clínico grave, beneficiou de meios materiais e humanos adequados e especializados para o transporte inter-hospitalar do recém-nascido, estando impedido o recurso a meios aéreos por razões logísticas e pelas condições meteorológicas adversas registadas à data dos factos”.

O processo de esclarecimento foi instaurado com o objetivo de apurar a qualidade dos serviços prestados na assistência dada ao recém-nascido, tendo, na mesma altura, a Entidade Reguladora da Saúde (ERS) avançado com um processo de avaliação do caso.

 

Lusa