Preços do gás recuam na UE... mas Portugal é dos países mais caros

20:01 - 04/11/2026 ECONOMIA
Preços recuaram 3,5% em termos homólogos no 1º semestre e atingiram o valor mais baixo desde 2022. Em Portugal, só são superados pela Suécia.

Os preços do gás natural na União Europeia (UE) recuaram 3,5% em termos homólogos no primeiro semestre de 2026, atingindo o valor mais baixo desde 2022, estando Portugal entre os países mais caros – quando ajustados às diferenças no poder de compra, foram os segundos mais elevados da UE, com 15,0 por cada 100 quilowatt-hora (kWh), apenas atrás da Suécia (17,7) e acima dos Países Baixos (13,8).

“Os preços recuaram 10,2% face ao segundo semestre de 2025 e 3,5% em comparação com o primeiro semestre do mesmo ano. Este é o preço médio mais baixo do gás natural na UE desde o primeiro semestre de 2022”, aquando da invasão russa da Ucrânia, indica o gabinete estatístico comunitário, o Eurostat, em dados divulgados esta sexta-feira (30 de outubro de 2026).

De acordo com este serviço europeu, o preço médio do gás natural para os consumidores domésticos na UE fixou-se, nos primeiros seis meses deste ano, em 0,11 euros por kWh, uma descida de 10,2% face ao segundo semestre de 2025.

Portugal registou um preço médio de 0,13 euros por kWh, um dos mais elevados entre os Estados-membros, a par de França e apenas abaixo da Suécia (0,22 euros) e dos Países Baixos (0,16 euros).

Quando ajustados às diferenças no poder de compra, os preços do gás natural em Portugal foram os segundos mais elevados da UE, com 15,0 por cada 100 kWh, apenas atrás da Suécia (17,7) e acima dos Países Baixos (13,8).

Os preços mais elevados em termos nominais foram registados na Suécia (0,22 euros por kWh), nos Países Baixos (0,16 euros) e em França e Portugal (ambos com 0,13 euros).

Em sentido contrário, os valores mais baixos foram observados na Hungria (0,03 euros por kWh), na Croácia (0,05 euros) e na Roménia e Eslováquia (ambas com 0,06 euros).

Face ao primeiro semestre de 2025, os preços do gás natural diminuíram em 12 países da UE com dados disponíveis, aumentaram em sete e mantiveram-se globalmente estáveis em quatro.

As maiores descidas registaram-se na Bulgária (-14,5%), na Grécia (-11,3%) e em Espanha (-10,0%), enquanto os maiores aumentos foram registados na Roménia (+9,3%), na Croácia (+8,9%) e na Eslováquia (+6,6%).

 

Lusa

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