Unidade especializada na saúde do cérebro reuniu dezenas de médicos para debater as terapêuticas modificadoras da doença, reforçando a aposta do Grupo Lusíadas Saúde numa medicina cada vez mais personalizada, suportada na inovação científica e abordagem multidisciplinar às doenças neurológicas.
No âmbito do Dia Mundial do Cérebro, que se assinala hoje, dia 22 de julho, o Hospital Lusíadas Alfragide destaca os avanços científicos que estão a transformar a abordagem às doenças neurológicas e neurodegenerativas. A evolução para uma medicina cada vez mais personalizada, suportada na inovação científica e numa abordagem multidisciplinar, está hoje a abrir novas perspetivas para patologias como a Doença de Alzheimer, reforçando a importância do diagnóstico precoce e de uma avaliação clínica diferenciada.
Neste enquadramento, o Hospital Lusíadas Alfragide promoveu, no passado dia 16 de julho, uma reunião científica dedicada à introdução das terapêuticas modificadoras da Doença de Alzheimer, reunindo dezenas de médicos e outros profissionais de saúde para discutir a evidência científica mais recente e a sua integração na prática clínica. A iniciativa refletiu a aposta contínua do Grupo Lusíadas Saúde na atualização permanente das suas equipas e na adoção das mais recentes abordagens terapêuticas.
A Doença de Alzheimer representa cerca de 60% a 70% dos casos de demência. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 57 milhões de pessoas vivem atualmente com demência em todo o mundo, um número que deverá continuar a aumentar nas próximas décadas, refletindo a evolução demográfica. Neste contexto, as terapêuticas modificadoras da doença representam um avanço significativo para um grupo específico de doentes, reforçando a importância do diagnóstico precoce e de uma avaliação clínica rigorosa para identificar quem poderá beneficiar destas novas opções terapêuticas.
O que são as terapêuticas modificadoras da Doença de Alzheimer?
Ao contrário das abordagens tradicionais, centradas sobretudo no controlo dos sintomas, estas terapêuticas procuram atuar sobre um dos mecanismos biológicos associados à Doença de Alzheimer, contribuindo para atrasar a progressão da doença em doentes elegíveis.
Destinam-se a todos os doentes?
Estas terapêuticas estão indicadas apenas para um grupo específico de pessoas com Doença de Alzheimer em fase inicial, cuja elegibilidade é determinada através de critérios clínicos rigorosos.
Como é feita essa avaliação?
A elegibilidade é determinada por uma equipa especializada, através de uma avaliação clínica e cognitiva e, sempre que indicado, da realização de exames complementares, permitindo definir a estratégia terapêutica mais adequada para cada doente.
Porque é tão importante o diagnóstico precoce?
A identificação da doença numa fase inicial permite avaliar atempadamente a elegibilidade para estas terapêuticas, potenciando o benefício clínico nos doentes que reúnam os critérios definidos.
"A Neurologia atravessa um momento de enorme evolução científica, com novos conhecimentos e opções terapêuticas que estão a transformar a forma como abordamos diversas doenças neurológicas. No caso da Doença de Alzheimer, estes avanços reforçam a importância do diagnóstico precoce, da referenciação atempada e de uma avaliação multidisciplinar rigorosa para identificar os doentes que poderão beneficiar destas novas terapêuticas", afirma a Dra. Carolina Pires, Coordenadora de Neurologia do Hospital Lusíadas Alfragide.
No Hospital Lusíadas Alfragide, a resposta às doenças neurológicas e neurodegenerativas assenta numa abordagem multidisciplinar que integra Neurologia, Medicina Física e de Reabilitação, Neuropsicologia, Neurorradiologia, Psiquiatria, Nutrição e outras especialidades, assegurando uma avaliação abrangente, planos terapêuticos personalizados e um acompanhamento contínuo dos doentes e das suas famílias.
Os avanços registados na área das Neurociências refletem uma transformação profunda da medicina, assente em abordagens cada vez mais personalizadas, multidisciplinares e suportadas pela inovação científica. O Grupo Lusíadas Saúde continuará a investir na diferenciação clínica, na formação das suas equipas e na adoção das mais recentes evidências científicas, contribuindo para que esta evolução se traduza em melhores resultados em saúde e numa melhor qualidade de vida para os seus clientes.
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