GNR de Loulé investiga incidente com cães na praia de Quarteira

09:08 - 30/07/2015 LOULÉ
Ao final do dia de ontem, dois cães, um macho e uma fémea, terão invadido a Praia do Vidal, Quarteira, alarmando os veraneantes que se encontravam no local.

Os nadadores salvadores, que se encontravam no fim do seu turno, terão tentado apaziguar os ânimos e chamaram a GNR que recolheu os animais. No entretanto, um dos cães, o macho, terá interagido e assustado algumas pessoas, e mordido um homem na perna, quando este tentava proteger uma criança do animal. A vítima terá sido assistida no Centro de Saúde de Loulé.

Segundo Paulo Pina, Veterinário Municipal de Loulé, os animais, que pelo seu aspeto não deverão ser vadios, mas que também não possuem chip de identificação, encontram-se atualmente no Canil Municipal de Loulé, onde ficarão durante o período de investigação levado a cabo pela GNR de Loulé. Segundo o Veterinário, os animais, cuja raça indefinida poderá ter algum cruzamento de Pitbull bastante longínquo, tem demonstrado um comportamento dócil até ao momento.

Questionado pelo jornal “A Voz do Algarve” sobre este incidente, Telmo Pinto, Presidente da Junta de Freguesia de Quarteira, que sublinha que esta foi uma situação pontual, não se tendo verificado quaisquer problemas com cães na freguesia. “Falei com o Comandante da GNR que me disse que houve de facto algum contacto do cão com outras pessoas, mas situações de mordidas foi registada apenas uma”, disse o presidente que acrescentou que “esta é a primeira vez que surge um registo de uma situação destas. (…) que eu me recorde nunca tivemos problemas ou qualquer queixa relacionado com cães de rua” conclui.

Sobre uma petição que coincidentemente foi lançada no mesmo dia, 29 de julho, a solicitar a criação de uma praia canina no Concelho de Loulé, o presidente da Junta de Freguesia de Quarteira diz ter tido conhecimento no próprio dia através da comunicação social, acrescentando que este não é um assunto sobre o qual se tenha debruçado anteriormente. No entanto, reforça que compreende a preocupação de quem tem animais, uma vez que ele próprio gosta e tem animais. “Os animais, e consequentemente os seus donos, são muitas vezes privados de circular em alguns locais, eu sei e sou solidário com essas pessoas.” Quanto à petição diz que “é preciso ver, ponderar sobre a situação, ver o que temos para oferecer, para perceber o que pode ser feito.” 

 

Por VA / VC