Os sistemas de videovigilância que deverão ser implementados em breve nas cidades de Moura e Beja são os primeiros formalizados no Alentejo, afirmou hoje à agência Lusa o secretário de Estado da Administração Interna, Telmo Correia.
"Creio que entre os 25 [municípios que possuem câmaras de videovigilância] não há nenhum ainda implementado no Alentejo, por isso, estes serão os primeiros, embora existam candidaturas", disse o secretário de Estado da Administração Interna.
O governante falava à agência Lusa em Beja à margem da assinatura de um protocolo para a instalação do sistema local de videovigilância.
Segundo Telmo Correia, neste momento existem 34 candidaturas de municípios que pretendem adquirir este sistema de videovigilância e, consequentemente, aumentar o número de dispositivos aprovados.
Durante a manhã, numa sessão idêntica em Moura, o governante disse que, nos últimos dois anos, o país passou "de 1.000 para 1.500 câmaras [de videovigilância] aprovadas", estando a experiência a ser positiva.
Estes sistemas têm permitido "identificar e capturar indivíduos envolvidos em situações criminais", diminuindo mesmo o número de ilícitos, como na Amadora e em Faro, indicou.
"As imagens servirão, obviamente, para detetar eventuais crimes que possam estar a ocorrer ou na iminência de ocorrerem na rua, mas também têm uma função muito importante, que é a de servirem de prova em processos judiciais", destacou o governante.
O secretário de Estado explicou que "as câmaras [municipais] investem na aquisição" dos sistemas e "a PSP garante a existência de uma sala de controlo com polícias, com os próprios ecrãs, que 24 sobre 24 [horas] fazem a análise das imagens dessas mesmas câmaras".
Em Beja, o projeto é "embrionário" e, para já, não é possível adiantar quando entrará em funcionamento.
Porém, o presidente da Câmara de Beja, Nuno Palma Ferro, adiantou que está prevista a implementação “entre 16 a 20 câmaras de videovigilância” na cidade.
Por sua vez, o presidente da Câmara de Moura, Álvaro Azedo, revelou que vão ser instaladas na cidade 10 câmaras de videovigilância, o que representa um investimento de "próximo dos 50 mil euros".
"Vamos lançar de imediato o procedimento para avançarmos com a instalação, tanto do sistema como das condições que a PSP precisa e que merece para cuidar da nossa gente", argumentou.
Questionado quanto à possibilidade de esta medida ser alargada às freguesias rurais, o autarca afirmou que pode ser uma hipótese se as forças de segurança acharem que "há necessidade".
Lusa