Ministério Público deduz acusação contra auxiliar de infância por pornografia de menores

13:36 - 25/03/2026 FARO
O Ministério Público de Faro acusou formalmente um homem de 28 anos, que se encontra em prisão preventiva, por vários crimes de pornografia de menores e um de fotografia ilícita, quando era auxiliar de infância, anunciou hoje esta instituição.

De acordo com um comunicado da Procuradoria da República da Comarca de Faro, os factos terão ocorrido entre junho de 2023 e setembro de 2025, quando o arguido, que exercia funções como auxiliar de infância numa instituição com creche e jardim de infância, “terá utilizado o acesso privilegiado a menores para captar imagens de natureza íntima”.

“No mesmo período, o arguido terá ainda partilhado, através de redes sociais, cerca de 1.637 ficheiros fotográficos e de vídeo contendo imagens de menores em contextos de nudez e atos de natureza sexual explícita”, lê-se na nota.

A investigação foi dirigida pelo Ministério Público e executada pela Polícia Judiciária, através da sua Diretoria do Sul.

A Procuradoria da República informa ainda que o arguido se encontra atualmente sujeito à medida de coação de prisão preventiva.

O Correio da Manhã noticiou na segunda-feira que o suspeito, que estava em prisão preventiva por crimes de pornografia de menores, fotografou pelo menos cinco crianças com menos de 10 anos da creche onde trabalhava.

O detido tinha no telemóvel fotografias das crianças que frequentam a creche onde trabalhava, despidas da cintura para baixo.

De acordo com a notícia, o homem, que, entretanto, confessou os crimes, foi detido pela Polícia Judiciária em setembro de 2025, tendo-lhe sido apreendidos vídeos e fotografias com conteúdos de pornografia infantil, que tinha no telemóvel e no computador.

As fotografias foram tiradas na creche pelo menos entre 30 de junho de 2023 e 23 de setembro de 2025, e o auxiliar também partilhava os conteúdos com terceiros, utilizando as redes sociais Telegram e Skype.

Segundo o Correio da Manhã, o suspeito enviou aos utilizadores do Telegram pelo menos 203 ficheiros, fotográficos e de vídeo, com menores.

 

Lusa