António Dores | antonio.humberto.dores@gmail.com
A alma nua se oferece,
A quem queremos lealdade
Pois a Alma não se esquece,
De quem nos Ama de Verdade...
E se o caminho ditoso
É desnudar a própria Alma,
Ofereço-te então meu Amor
Tudo o que me vai na Alma...
O respirar da tua boca
Os lânguidos suspiros vencidos
Os beijos molhados de desejo
E os meus ensejos aflitos...
Tu és a minha memória,
A minha razão de existir,
Serei para ti a história,
De tudo o que está para vir...
Ofereço-te a minha Alma
E o meu coração também,
"(...) Esse brinquedo de corda (...)"
Que me deu a minha Mãe...
E agora já sem Tempo,
Sem mais nada para oferecer
Resta-me apenas a Alma
Quando o meu corpo morrer...
Entrego-te a minha vida
O meu coração nas tuas mãos ponho
Para vivermos outras vidas
Que não sejam apenas sonhos...
A Deus consagro a minha Alma
Para ele a receber
Fazendo dela brinquedo,
Logo depois de eu morrer...!!...