A 77.ª temporada do Campeonato do Mundo de Fórmula 1 arranca este fim de semana, na Austrália, sob o espetro da guerra no Médio Oriente, que ameaça a realização de alguns Grandes Prémios previstos para este ano, que pode consagrar o britânico Lewis Hamilton como o melhor de sempre.
As corridas previstas para o Bahrain e Arábia Saudita, no próximo mês de abril, estão em risco mas o assunto só será avaliado só nas próximas semanas.
Para já, fonte da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) garantiu à agência Lusa não haver, por enquanto, qualquer tipo de conversação para antecipar já para 2026 a entrada de Portugal no calendário, prevista para 2027 e 2028 com o regresso do campeonato ao Autódromo Internacional do Algarve.
Enquanto isso, a Austrália recebe a abertura de uma temporada marcada pela chegada de mais uma equipa ao pelotão, com a entrada da norte-americana Cadillac, e a chegada de mais um construtor, a Audi, que assumiu as operações da antiga Sauber, mantendo os pilotos Nico Hulkenberg e Gabriel Bortoleto.
A Cadillac aparenta problemas de juventude do projeto mas apostou em duas velhas raposas, tirando da reforma o finlandês Valtteri Bottas e recuperando o mexicano Sérgio Pérez, dispensado da Red Bull há dois anos.
Também dos Estados Unidos chegam os motores Ford, que passam a equipar a Red Bull e a Racing Bulls (equipa satélite da marca de bebidas energéticas).
Sinal dos tempos e de um cada vez maior fascínio dos americanos pelo Campeonato do Mundo de Fórmula 1, a reboque da série da Netflix que deu a conhecer do outro lado do Atlântico os protagonistas da modalidade, justificando a aposta em três corridas em solo americano (Texas, Miami e Las Vegas).
O britânico Lando Norris (McLaren) tenta defender o primeiro título conquistado em 2025 por apenas dois pontos sobre o neerlandês Max Verstappen (Red Bull), que tinha conquistado os quatro títulos anteriores.
Em ano de mudança de regulamentos técnicos, a McLaren espera voltar a estar entre os mais rápidos, mas já se viu que a Ferrari mostra evoluções face aos anos anteriores, sobretudo com a inovação da asa traseira rotativa.
O britânico Lewis Hamilton procura um oitavo título mundial de pilotos que lhe permitiria descolar do alemão Michael Schumacher e consagrar-se como o melhor de sempre. Terá a oposição do seu companheiro de equipa, o monegasco Charles Leclerc, piloto da casa italiana.
Também a Mercedes mostra sinais de retoma depois dos sete títulos mundiais conquistados entre 2014 e 2020 por Lewis Hamilton (seis) e Nico Rosberg (um).
O diretor da equipa, Toto Wolff, manteve a confiança no britânico George Russell e no italiano Kimi Antonelli.
O único estreante na grelha será o britânico Arvid Lindblad, de 18 anos, que correrá pela Racing Bulls. O jovem piloto, vindo da Fórmula 2, substitui o franco-argelino Isack Hadjar, que foi promovido à Red Bull, para o lugar do japonês Yuki Tsunoda, que deixou a modalidade.
O campeonato mantém 24 corridas, com a entrada do GP de Espanha, em Madrid, para o lugar de Imola (San Marino) e alarga-se, novamente, até ao início de dezembro, com o final previsto no dia 06 do último mês do ano, em Abu Dhabi.
Nessa altura se saberá se as modificações feitas às características técnicas dos carros permitiram aumentar a emoção das corridas e as ultrapassagens ou se apenas mudaram a cosmética dos monolugares.
Lusa