Porto, Bragança e Faro lideram quebras do stock residencial entre grandes cidades, revela idealista.
A venda de casas em Portugal tem seguido a bom ritmo, apoiada pela estabilidade no emprego, juros mais baixos no crédito habitação e apoios públicos aos jovens na compra de casa (isenção de IMT e garantia pública). E esta dinâmica nas transações reflete-se não só nos preços das casas, que têm subido a ritmo acelerado, como também na oferta residencial, que continuar a ser escassa e está a encolher ainda mais, pela falta de construção nova que responda à alta procura de habitação no país. No fim de 2025, o stock do parque habitacional português disponível para vender caiu 13% face ao mesmo período de 2024, segundo os dados analisados pelo idealista, o principal Marketplace imobiliário do sul da Europa.
Oferta de casas para comprar recua em 18 grandes cidades
A oferta de habitação à venda diminuiu em 18 capitais de distrito (ou de regiões autónomas) entre o quarto trimestre de 2025 e o mesmo período do ano anterior, tendo-se registado aumentos apenas em duas cidades. Santarém foi a capital onde o stock disponível mais cresceu (6%), seguida de Viana do Castelo (1%).
Em sentido contrário, as maiores quebras na oferta de casas à venda observaram-se no Porto (-27%) e em Bragança (-27%), seguidas de Faro (-25%), Funchal (-19%), Coimbra (-18%), Viseu (-18%), Beja (-17%), Vila Real (-17%), Castelo Branco (-16%) e Leiria (-16%).
Registaram-se ainda reduções relevantes do stock habitacional em Braga (-11%), Évora (-9%), Setúbal (-9%), Portalegre (-9%), Lisboa (-8%), Aveiro (-5%), Ponta Delgada (-4%) e Guarda (-2%), confirmando uma retração generalizada da oferta de casas à venda na maioria dos mercados analisados num contexto de alta compra de habitação e falta de construção nova.
Menos casas à venda em todos os distritos e ilhas – Guarda é exceção
Analisando os 20 distritos e ilhas com amostras representativas, salta à vista que a oferta de habitação à venda caiu em todos os territórios no último ano. A única exceção foi a Guarda, onde o stock aumentou 7%.
As maiores reduções do número de casas disponíveis para comprar observaram-se em Coimbra (-18%) e Leiria (-18%), seguidas do Porto (-17%), Évora (-16%) e Faro (-16%). Registaram-se também descidas significativas no stock residencial da ilha da Madeira (-15%), Bragança (-15%), Santarém (-13%), Portalegre (-12%) e Lisboa (-11%).
A oferta de casas à venda também recuou em Braga (-10%), Setúbal (-9%), Vila Real (-9%) e na ilha de São Miguel (-9%), bem como em Viana do Castelo (-6%), Aveiro (-5%), Castelo Branco (-3%), Viseu (-3%) e Beja (-2%), reforçando a tendência generalizada de retração da oferta habitacional no mercado nacional.
Metodologia
Os dados apresentados foram recolhidos e analisados pelo idealista/data, a proptech do idealista que fornece informações destinadas a profissionais do setor para apoiar decisões estratégicas em Portugal, Espanha e Itália. O idealista/data baseia-se numa vasta base de dados própria e recorre ainda a dados públicos e privados, oferecendo serviços de avaliação, investimento, angariação e análise aprofundada de mercado.
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