A Universidade do Algarve acolheu 12 pequenas plantas de carvalho-de-monchique, produzidas a partir de bolotas de árvores-mãe geneticamente confirmadas como puras, que foram plantadas a 16 de fevereiro no Campus de Gambelas.
O carvalho-de-monchique (Quercus canariensis Willd.) é uma das árvores autóctones mais raras e ameaçadas em Portugal, com populações reliquiais nas serras do sudoeste alentejano e do Algarve, apresentando um estatuto de conservação crítico.
No âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), através do programa TransForm, coordenado pelo RAIZ e por parceiros científicos, foi lançada uma ação estruturante de conservação da espécie, articulada com o BIOPOLIS e envolvendo outras universidades na criação de uma rede nacional de mini-arboreta para conservação ex situ desta espécie. Esta ação ancorou-se numa ampla linha de investigação desenvolvida no grupo de Biogeografia e Geobotânica Aplicada (BEPE) do BIOPOLIS/CIBIO-InBIO (Universidade do Porto).
A integração da Universidade do Algarve nesta iniciativa contou com o contributo decisivo da professora Manuela David, curadora do Herbário da UAlg, que viabilizou a participação da instituição no projeto e acompanhou o processo.
Segundo Vânia Serrão de Sousa, pró-reitora para as Ciências da Sustentabilidade, “esta plantação está plenamente alinhada com a visão estratégica da Reitoria para a promoção de campi mais sustentáveis, saudáveis e resilientes, reforçando o compromisso da UAlg com soluções baseadas na natureza”. Ao integrar a conservação de uma espécie autóctone ameaçada na gestão e qualificação dos espaços verdes do campus, a iniciativa contribui para a adaptação às alterações climáticas, promovendo biodiversidade, sombreamento e serviços de ecossistema, com impacto positivo no bem-estar da comunidade académica.
Segundo a Pró-reitora, “iniciativas como esta traduzem, no terreno, a estratégia da Universidade do Algarve para campi mais sustentáveis, saudáveis e resilientes. Ao apostar na conservação de espécies autóctones e ameaçadas, estamos a reforçar a adaptação climática e a mobilizar conhecimento científico para gerar benefícios duradouros para a comunidade e para o território.”
A plantação, que contou ainda com a colaboração de José Monteiro, José Bidarra e Helena Rodrigues, será acompanhada e monitorizada, reforçando o papel da Universidade do Algarve na conservação da biodiversidade e na construção de um campus mais preparado para os desafios climáticos.
UAlg