Odemira: Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo visita produções afetadas pelas tempestades

16:47 - 12/02/2026 ALENTEJO
Roberto Grilo apela aos agricultores afetados para a identificação urgente e detalhada das perdas junto da CCDR Alentejo

A Lusomorango – Organização de Produtores de Pequenos Frutos acompanhou a visita do vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDR Alentejo), Roberto Grilo, às produções agrícolas da Miraberries, Maravilha Farms e Vitacress, no concelho de Odemira, fortemente afetadas pela sucessão de fenómenos meteorológicos extremos registados nas últimas semanas.

Esta deslocação permitiu observar no terreno os estragos causados pelas intempéries, nomeadamente em infraestruturas produtivas, sistemas de apoio agrícola e culturas, bem como avaliar o impacto económico e social no tecido produtivo da região.

Joel Vasconcelos, CEO da Lusomorango, destaca que a CCDR Alentejo tem estado, desde o primeiro dia, no terreno, a acompanhar e a apoiar o levantamento dos prejuízos, reconhecendo os impactos significativos causados no setor agrícola e na economia local, e alertando para que os agricultores afetados façam chegar aos serviços da CCDR Alentejo a identificação detalhada das perdas sofridas, condição essencial para uma resposta eficaz e ajustada à dimensão dos danos.

Joel Vasconcelos recorda que “os prejuízos são já superiores a 20 milhões de euros, só nos produtores associados da Lusomorango. Há produções que perderam mais de 70% da sua capacidade produtiva”.

O responsável da Organização de Produtores reforça o apelo ao Governo para que os apoios extraordinários anunciados sejam alargados ao concelho alentejano, de forma a permitir que os produtores deste território se candidatem à linha de apoio prevista no Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC) para o restabelecimento do potencial produtivo, e que seja criada uma medida de emergência robusta para socorrer o setor agrícola nacional. “A Lusomorango continuará a acompanhar de perto este processo, defendendo uma resposta célere, justa e abrangente, que permita salvaguardar a capacidade produtiva, o emprego e a sustentabilidade económica do setor agrícola em Odemira”, conclui.

 

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