A Câmara de Silves, no Algarve, alertou hoje para o risco de cheias na zona ribeirinha da cidade e junto às margens dos cursos de água, devido às descargas das barragens do Funcho e do Arade.
Num aviso à população e enviado às redações, o município refere que atendendo às descargas das barragens e à precipitação forte, “existe a possibilidade de ocorrência de cheias”, prolongando-se o risco pela madrugada.
De acordo com a autarquia, há também o risco do corte de estradas, recomendando que as pessoas “evitem comportamentos de risco”, como permanecer ou circular junto às margens dos cursos de água.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitiu um aviso amarelo para o distrito de Faro, que vigora entre as 03:00 e as 09:00 de quinta-feira, devido à previsão de chuva “por vezes forte, passando a aguaceiros”.
Assim, a Câmara de Silves apela a toda a população para adotar medidas preventivas de segurança, como a retirada de veículos e equipamentos da zona envolvente aos cursos de água e rio Arade, nomeadamente na zona urbana com histórico de cheias.
No mesmo sentido, recomenda “atenção redobrada” a possíveis deslizamentos de terras e lençóis de água, bem como para as estradas que possam estar cortadas ao trânsito.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos mais afetados.
Lusa