O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, condenou hoje a posição de alinhamento do Governo e do Presidente da República no “processo de pressão contra o povo grego” encabeçado pela União Europeia e pelo FMI.
O líder comunista português sublinhou que a postura é contrária aos interesses portugueses e que a União Europeia e o FMI não estão focados na resolução dos problemas da Grécia, mas sim na imposição de políticas de “maior e brutal exploração e uma nova sangria dos recursos daquele país”.
“Uma postura que se insere no processo de ingerência e chantagem da União Europeia e do FMI contra o povo grego e as suas opções e que vem confirmar que a “União Europeia da coesão e da solidariedade” não existe”, declarou Jerónimo de Sousa numa intervenção na capital algarvia durante a apresentação de Paulo Sá como candidato do PCP pelo Algarve nas próximas legislativas.
Jerónimo de Sousa reafirmou ainda a solidariedade do PCP aos trabalhadores e ao povo gregos, que na luta e defesa dos seus direitos e interesses numa fase em que se multiplicam os fatores de desestabilização e se aproxima o referendo de 05 de julho.
Milhares de pessoas juntaram-se hoje na praça Syntagma, em Atenas, numa concentração pelo “Não” ao “acordo catastrófico” dos credores da Grécia, numa competição de cartazes, faixas, palavras de ordem, onde predominava uma palavra grega: “Oxi”, “Não”.
Por: Lusa