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Proveitos do alojamento turístico sobem 8,4% para 3.886,7 ME até julho

14:43 - 29/08/2025 ECONOMIA
O alojamento turístico gerou 3.886,7 milhões de euros de proveitos totais nos primeiros sete meses do ano, uma subida de 8,4% face ao mesmo período de 2024, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), hoje divulgados.

De acordo com as estatísticas rápidas da atividade turística, os estabelecimentos de alojamento turístico nacionais registaram 45,8 milhões de dormidas entre janeiro e julho, o que corresponde a uma subida de 2,7%.

Já os proveitos de aposento até julho totalizaram 2.969,9 milhões de euros, uma subida de 8,3% face ao mesmo período do ano anterior.

Numa análise apenas ao mês de julho, o setor do alojamento turístico registou 3,4 milhões de hóspedes (+4,3%) e 9,4 milhões de dormidas (+3,5%), gerando 891,1 milhões de euros de proveitos totais e 701,6 milhões de euros de proveitos de aposento (+10,6% e +9,2%, respetivamente).

O Algarve foi a região que mais contribuiu para a globalidade dos proveitos (34,2% dos proveitos totais e 34,3% dos proveitos de aposento), seguida da Grande Lisboa (22,9% e 23,2%, respetivamente) e do Norte (14,1% e 14,2%, pela mesma ordem).

Os aumentos mais expressivos de proveitos ocorreram na Madeira (+20,8% nos proveitos totais e +21,9% nos de aposento) e no Centro (+12,6% e +13,0%, pela mesma ordem), enquanto a Grande Lisboa apresentou os crescimentos mais modestos (+7,9% nos proveitos totais e +2,9% nos relativos a aposento).

Residentes e não residentes contribuíram para o crescimento das dormidas, com aumentos de, respetivamente, 6,7% e 2,2%, respetivamente, totalizando 2,9 e 6,5 milhões de dormidas, pela mesma ordem.

Em julho, entre os 10 principais mercados emissores em termos de dormidas, a Polónia destacou-se com um crescimento de 14%, seguida pelos Estados Unidos (+12,3%).

Em sentido contrário, destacaram-se os mercados espanhol (-10%), francês, brasileiro e dos Países Baixos (os três com -3%) com os maiores decréscimos.

O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) situou-se em 101,1 euros (+5,1%) e o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 151,8 euros (+5,6%).

 

Lusa