Faro celebra o Solstício em SOL MAIOR

15:29 - 15/06/2015 FARO
Nos dias 19 e 20 de Junho, a baixa de Faro estará animada com os "Dias do Solstício". O evento, organizado pelo Grupo Coral Ossónoba, tem início na sexta-feira, dia 19, pelas 21:30 horas, com a atuação do Duo Em Sol Maior, na Rua 1º de Dezembro - situada nas imediações da Rua de Santo António.

Além do Duo Em Sol Maior, constam deste cartaz: a Rockestra, a Banda Stain, o Coro Ossónoba Juvenil e o grupo "Baila Venezuela Baila". No Sábado, a Cidade Velha, estará cheia de vida, com as atuações do Grupo Coral Adágio, do Coral Ossónoba, Ossónoba Juvenil e Pequenos Cantores d'Ossónoba, bem como da Banda Filarmónica de Faro e do Grupo Folclórico da Casa do Povo da Conceição de Faro.

 

Sobre o Duo Em Sol Maior:

O casal Severino - que dá corpo, voz e alma ao projeto "Duo Em Sol Maior" - tem por meta mostrar o que há de mais belo nos vários géneros musicais. Interpretam as suas músicas na frequência de 432Hz, a frequência utilizada até ao início do século XX e considerada perfeita por ser a mesma frequência em que ressoa o universo. Em 1939, o nazi, Joseph Goebbels, decretou a utilização da frequência musical nos 440Hz – uma frequência desarmónica face ao universo – a qual foi, em 1953, adotada pela Organização Internacional de Padronização, passando a ser utilizada em todos os instrumentos, orquestras e na indústria fonográfica.

Andreia Severino, foi, até hoje, em 33 anos de existência do Conservatório Regional do Algarve, a primeira aluna a terminar o curso complementar de flauta transversal e a única que terminou o curso em apenas 6 anos, sendo também em toda a existência deste Conservatório a primeira e única aluna de flauta transversal a ingressar num Conservatório Superior de Música no estrangeiro, ao mesmo tempo em que se licenciava em Biologia e Geologia, via ensino. Em 2002 venceu o Grand Prix Maria Callas no Athenaeum, na Grécia. Estes feitos por si só são pouco comuns, mas se lhes juntarmos o facto de que, até ser cirurgicamente intervencionada, em 2013, a sua visão era inferior a 4%, e, a sua surdez, ainda hoje, é quase total, sendo apenas ultrapassada com recurso a aparelhos auditivos sofisticados, Andreia Severino torna-se a prova viva de que o empenho e a determinação ultrapassam todas as dificuldades e sofrimentos.

José Carlos Severino iniciou os estudos musicais em baixo elétrico aos 15 anos. Como autodidata, dedicou-se ao bandolim, banjolim, laud, guitarra e os vários tipos de baixos. Os géneros musicais que aprofundou vão desde o pop à música barroca e clássica. Colaborou em grupos como os Runaway Boys, Trópicos, Grasshopers, Max&Trio, e participou como baixista, em 1995, no cd “The Night” da banda brasileira Sávio Araujo & The Ghetto Band. Desenvolveu projetos como compositor de que se destacam o “Mediterrânic Ensemble” e, em 2006, editou o cd “Libéracion”.