A Associação de Moradores da Ilha do Farol de Santa Maria e o grupo “Os Ilhéus” juntou centenas de pessoas num cordão humano no passado sábado, 25 de abril, que teve inicio no molho da ilha do Farol.
A iniciativa marcou o protesto dos moradores e proprietários de habitações naquela ilha contra as demolições previstas pela Sociedade Polis Litoral Ria Formosa no âmbito de um programa de renaturalização das ilhas-barreira da Ria Formosa.
O presidente da Associação de moradores da Ilha do Farol de Santa Maria, Feliciano Júlio, disse à Lusa que, naquela zona, está prevista a demolição de 176 casas de primeira e segunda habitação.
O processo de renaturalização da ria Formosa, lançado pelo Ministério do Ambiente, através do programa Polis, prevê a demolição de um total de 800 construções nos núcleos urbanos das ilhas-barreira.
Os trabalhos começaram em dezembro, no ilhote dos Ramalhetes e no ilhote de Cobra, e deverão prolongar-se até ao verão, segundo o calendário anunciado inicialmente pela sociedade Polis.
O Programa Polis Litoral da Ria Formosa é o instrumento financeiro para a execução do Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) Vilamoura - Vila Real de Santo António, aprovado em 2005 e que deveria ter sido concluído em 2014, mas foi prolongado por mais um ano.