Câmara de Beja preocupada por haver só um helicóptero de emergência médica no sul

17:09 - 23/04/2015 ALGARVE
A Câmara de Beja mostrou-se hoje preocupada por haver "só um" helicóptero de emergência médica para servir a região sul, após o de Beja ter sido deslocado para substituir o de Loulé, o que "prejudicará o socorro" às populações.

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) informou que o helicóptero KAMOV estacionado em Loulé está inoperacional durante cerca de seis semanas e, por isso, deslocou o helicóptero Agusta 109 que estava estacionado na Base Aérea de Beja para a cidade algarvia, a partir de onde irá "cobrir toda a região sul do país".

"Haver apenas um meio aéreo de emergência médica para cobrir um território com a dimensão da região sul é uma situação que nos preocupa", disse à agência Lusa o vereador da Câmara de Beja Manuel Oliveira.

Segundo o autarca, "está definido e existiam dois helicópteros para socorrer vítimas urgentes na região sul e se passa a existir só um é evidente que a capacidade de resposta fica diminuída em 50%", o que "não é bom e prejudicará o socorro às populações".

Por outro lado, alertou, "está em causa a rapidez na resposta", porque "não se consegue socorrer de forma tão rápida e eficaz vítimas de acidentes no Alentejo com um helicóptero que terá de vir de Loulé, no Algarve, como se consegue com um estacionado em Beja, no Alentejo".

Para fazer face à deslocação do helicóptero para Loulé, o INEM informou que reforçou Beja com mais uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER), que agora passa a ter duas.

"Não é seguramente com um reforço dos meios terrestres que colmatamos a falta de um meio aéreo", porque "a capacidade e a rapidez de resposta de uma VMER não é a mesma de um helicóptero", disse Manuel Oliveira.

O autarca fez questão de frisar que a Câmara de Beja não recebeu nenhuma informação oficial do Ministério da Saúde nem do INEM sobre a deslocação do helicóptero de emergência médica de Beja para Loulé e que obteve as informações de que dispõe através de órgãos de comunicação social.

Num comunicado enviado à Lusa, o INEM refere que usa e tem "em gestão direta" três helicópteros sediados em Macedo de Cavaleiros (Bragança), Salemas (Loures) e Beja e, fora do período mais crítico de incêndios florestais, de 01 de junho a 30 de setembro, usa também dois helicópteros KAMOV da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) estacionados em Loulé (Faro) e Santa Comba Dão (Viseu).

O INEM explica que deslocou o helicóptero de Beja para Loulé devido a uma "mudança interna" na ANPC, a qual levou à paragem da frota desta entidade durante aproximadamente seis semanas, período durante o qual os dois helicópteros KAMOV sediados em Loulé e Santa Comba Dão estão "inoperacionais".

O INEM refere que "garante, dentro das suas possibilidades, o controlo e a qualidade dos serviços que presta" e que, em conjunto com a tutela, "estão a ser envidados todos os esforços" para, "no mais curto espaço de tempo, poder avançar para a reestruturação do Serviço de Helicópteros de Emergência Médica".

 

Por Lusa