530 ANOS DE LIVRO IMPRESSO | ET FACTA EST LUX

10:29 - 16/07/2017 FARO
Algarve terá Museu da Imprensa. O anúncio foi feito no dia 14 de julho, no Colóquio: “Pentateuco: comemoração dos 530 anos de livro impresso em Portugal”.

O primeiro livro impresso – Pentateuco - saiu do prelo do editor judeu Samuel Gacon e sinaliza o Algarve como a região berço da imprensa portuguesa. 

Que condições técnicas fixam a tipografia de Faro como a primeira a imprimir? Que razões histórico-culturais explicam a vitalidade produtiva de Faro?

A promessa de luz sobre estas e outras questões é do colóquio “Pentateuco: comemoração dos 530 anos de livro impresso em Portugal”, organizado pela investigadora Patrícia de Jesus Palma, que nos fala do projeto do Museu da Imprensa no Algarve:

“O Algarve tem o direito a conhecer, a orgulhar-se e a ensinar às gerações vindouras que foi o berço da imprensa em Portugal. É, pois, mais do que justificável, é natural a criação de um Museu da Imprensa na região que assinale e que continue a promover a Cultura, as diferentes Culturas de Escrita que têm na prensa tipográfica a sua matriz.”

O roubo e a contrafação de livros alinham nos temas em análise, bem como a contextualização da vida cultural de Faro ao longo dos séculos XV-XIX, pautada pela influência dos Judeus. 

Artur Anselmo (Academia das Ciências de Lisboa), Fernanda Maria Guedes de Campos (FCSH-UNL), Francisco Lameira (UAlg), João Alves Dias (CHAM-FCSH/NOVA-Uac), João Luís Lisboa (FCSH/NOVA-UAc), José Jorge Gonçalves (IEM; CHAM-FCSH/NOVA-UAc), José Pacheco (ISMAT) e Rui Loureiro (ISMAT; CHAM-FCSH/NOVA), são alguns dos nomes sonantes que integram o Programa e que transportarão todos os interessados pelo complexo, multifacetado e fascinante mundo da história do livro. 

Ao colóquio, seguir-se-á uma visita à exposição Faro: Marcos de Urbanismo, a inaugurar no Museu Municipal de Faro, que evocará a vida cultural da cidade berço da imprensa.

“Pentateuco: comemoração dos 530 anos de livro impresso em Portugal”, é uma iniciativa conjunta do CHAM-Centro de Humanidades da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e da Câmara Municipal de Faro, com o apoio da Direção Regional de Cultura do Algarve, Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes e Fundação Manuel Viegas Guerreiro.

 

Por: Fundação Manuel Viegas Guerreiro