A associação Galeria Zé dos Bois, em Lisboa, promove no domingo uma discussão contra a exploração de petróleo no Algarve, numa matiné intitulada «Futuro sem furos», que contará ainda com música e uma mostra de cartazes de protesto.
É um evento que "pretende reivindicar, bem como esclarecer, a necessidade de criar resistência à exploração inconsciente dos recursos naturais e à soberania capitalista", afirma a ZDB em comunicado.
No encontro haverá uma sessão de esclarecimento com o investigador João Camargo, especialista em alterações climáticas e que se opõe à exploração petrolífera no sul do país, concertos das Pega Monstro, Garcia da Selva e Chaló, e uma exposição de cartazes assinados por artistas como Pedro Nora, João Onofre, Nikolai Neko, João Pedro Vale, Isabel Lucena e Inês Magalhães.
Em causa está a intenção do consórcio Eni/Galp fazer sondagens de pesquisa na área de Santola, na Bacia do Alentejo, em Aljezur, com base num contrato estabelecido com o Estado para a concessão de direitos, prospeção, desenvolvimento e produção de petróleo.
Para tal, o consórcio requereu uma licença de Título de Utilização Privativa do Espaço (TUPEM) para fazer pesquisas já em julho, mas o Governo decidiu, na semana passada, prolongar o prazo de consulta pública deste pedido de título até 03 de agosto.
Na mesma semana, a Associação de Surf e Atividades Marítimas do Algarve, com o apoio de várias autarquias algarvias e do partido PAN, entregou no parlamento uma petição pública, com 27 mil assinaturas, a pedir a suspensão imediata dos contratos para exploração de petróleo em Aljezur.

Por Lusa