Suspensão de contratos na Cimpor em Loulé abrange cerca de 30 pessoas

22:04 - 09/06/2016 LOULÉ
A suspensão temporária de contratos no centro de produção da Cimpor, em Loulé, vai afetar cerca de 30 pessoas por um período estimado de seis meses, disse hoje à Lusa o presidente da Câmara Municipal de Loulé, Vitor Aleixo.

“Foi-me comunicado que é uma situação temporária que tem a ver com a quebra de procura do mercado, redução de encomendas, mas que esperam retomar a atividade a partir de setembro para que o forno comece a produzir a partir do mês de fevereiro”, afirmou aquele responsável municipal.

Vitor Aleixo diz que foi hoje informado por responsáveis da Cimpor da decisão de suspensão temporária de contratos de trabalho de alguns trabalhadores do centro de produção de Loulé, situação que lamenta.

Apesar de admitir não ter competência para interferir na decisão da empresa, o autarca garante que vai acompanhar o caso e está disponível para falar com os trabalhadores.

“Estamos a falar de uma empresa de produção de cimento que opera no mercado e regula os seus objetivos de produção em função da procura”, comentou.

O centro de produção de Loulé, localizado no Cerro da Cabeça Alta, a cerca de sete quilómetros da cidade de Loulé, distrito de Faro, funciona há 43 anos.

A comunicação da empresa sobre a suspensão temporária dos contratos de alguns trabalhadores daquele centro de produção veio confirmar rumores que surgiam nos últimos tempos, disse Fátima Messias da Comissão de Trabalhadores da Cimpor.

A Comissão de Trabalhadores aguarda o envio do processo para perceber os argumentos da direção da empresa, ao que se seguirá uma reunião com os trabalhadores onde serão decididas as formas de luta que vão levar a cabo.

“Primeiro conhecer e depois tomar posição”, afirmou Fátima Messias, que também pertence à direção dos Sindicatos de Cerâmica e Construção do Sul da CGTP, sublinhando: “Nunca vamos ter uma atitude passiva porque isto mexe com a vida das pessoas”.

A Cimpor emitiu hoje um comunicado onde informa que vai suspender, temporariamente, os contratos de parte dos trabalhadores em funções, mas garante a salvaguarda dos postos de trabalho.

A empresa não revelou o número de trabalhadores afetados por este processo.

O centro de produção de Loulé irá manter as atividades de moagem de cimento, embalagem e expedição e a empresa afirma que não prevê qualquer perturbação no abastecimento do mercado natural desta unidade de produção e que a atividade plena será reiniciada “tão brevemente quanto as condições de mercado o justifiquem”.

Segundo a empresa, os últimos dados oficiais disponíveis indicam que o consumo de cimento “regressou aos valores registados no início da década de 1970 do século passado”.

 

Por: Lusa