Espaços do Cidadão podem ser replicados noutros países - Comissão Europeia

19:17 - 17/06/2014 ALGARVE
A vice-presidente da Comissão Europeia Vivian Reding elogiou hoje, em Faro, os espaços do cidadão criados em Portugal, sublinhando que a disponibilização de serviços públicos pela Internet é positiva e pode ser replicada noutros países.

A vice-presidente da Comissão Europeia aproveitou a sua deslocação ao Algarve para participar na reunião do Partido Popular Europeu, que decorre até quinta-feira em Albufeira, e visitou hoje o centro de informação europeia Europe Direct situado nas instalações Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve e a Loja do Cidadão de Faro.

Vivian Reding disse ter sido a primeira vez que visitou um espaço deste tipo e sublinhou a importância de haver nesses locais, durante uma fase intermédia, pessoas com capacidade para ajudar a população infoexcluída a aceder aos serviços públicos através das tecnologias da informação.

Em declarações aos jornalistas, Vivian Reding considerou que há vantagens na disponibilização de serviços públicos através Internet, mas frisou que há ainda uma parte da sociedade que não está preparada para utilizar as novas tecnologias e, por isso, “é importante que esses espaços” contem com pessoas habilitadas a ajudar a população nessa área.

“Uma grande parte da nossa sociedade simplesmente não sabe utilizar novas tecnologias. Para a juventude não é nenhum problema, mas para os seus avós é. Se não forem ajudados, vão sentir muitas dificuldades, por isso precisamos de um estádio intermédio em que possam ser apoiados”, afirmou.

Questionada sobre o mérito da iniciativa, que prevê a criação de 1.000 espaços do cidadão por todo o país até 2015, Vivian Reding respondeu que “pode ser replicado em muitos países” e quando vê “um exemplo positivo num país a ideia é transmitida a outros Estados” para que possam avançar nessa direção.

A vice-presidente da Comissão Europeia considerou que os serviços públicos online trazem vantagens para a população, em termos de “rapidez” no acesso, mas também para os Estados, que conseguem fazer com que haja “menos fuga aos impostos”.

“Não se trata de fechar serviços, mas de tornar os serviços públicos mais eficientes. De nada interessa ter um escritório numa parte do Mundo e que nunca trabalha, porque não há trabalho para fazer. E pode-se aproveitar a força de trabalho disponível e o talento das pessoas para pô-los ao serviço da comunidade de uma forma eficiente. Esta é a forma como isto deve ser feito”, disse ainda Vivian Reding.

A vice-presidente da Comissão visitou o centro de informação europeia Europe Direct, que disponibiliza aos cidadãos informações sobre o funcionamento da União Europeia e são, segundo Vivian Reding, “um caso de sucesso” que permite dar à população respostas sobre qualquer dúvida que tenham em matérias europeias.

 

Por: Lusa