Presidente da FPAK espera continuidade do GP de Portugal além de 2028

16:10 - 16/09/2026 PORTIMÃO
O presidente da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK), Ni Amorim, considerou hoje que o Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1 poderá prolongar-se além de 2028, caso as duas edições previstas correspondam às expectativas.

“O acordo é por dois anos, mas, se correr bem e houver o retorno previsto, não vejo razões para que o Governo não prolongue o acordo”, afirmou o dirigente, em declarações à agência Lusa, após a confirmação da prova de 2027 para o período entre 18 e 20 de junho, no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão.

Ni Amorim classificou como “ótima” a data escolhida para o regresso da competição a Portugal, seis anos depois da última passagem pelo circuito algarvio, destacando as condições meteorológicas habitualmente favoráveis e a realização antes do período de maior afluência turística.

“O turismo já se faz sentir, mas ainda sem ser de forma massificada, o que é bom para receber os adeptos da Fórmula 1. Acho que o mês é propício para se fazer o Grande Prémio”, sustentou.

Para o presidente da FPAK, a experiência portuguesa na organização de competições internacionais constitui um argumento para assegurar a continuidade da prova no calendário.

“Somos um país que recebe bastantes provas da FIA há décadas, faz sentido recebermos um GP no futuro”, defendeu, apontando o recente Grande Prémio de Espanha, em Madrid, como exemplo da projeção crescente destes eventos.

Ni Amorim destacou ainda a capacidade da Fórmula 1 para conquistar novos públicos e o contributo que o regresso do campeonato poderá dar à aproximação dos jovens portugueses ao automobilismo.

“A Fórmula 1 está na moda, a atrair cada vez mais jovens, tem ferramentas de comunicação que fazem da modalidade popular como nunca esteve”, afirmou.

O dirigente reconheceu, contudo, que a presença de um piloto português na grelha continua a ser um objetivo por concretizar.

“Só falta ter um português a correr. Não será em 2027 nem em 2028, mas, no futuro, quem sabe. Temos pilotos muito bons a correr na velocidade no estrangeiro”, observou.

Entre as perspetivas para o futuro, Ni Amorim destacou o percurso de Noah Monteiro, filho do último piloto português presente na Fórmula 1 (Tiago Monteiro), embora tenha ressalvado as dificuldades de chegar à principal competição do automobilismo mundial.

“O Noah está a fazer um percurso que espero que chegue à Fórmula 1. Mas sabemos que não basta ter talento, também é preciso uma pontinha de sorte”, afirmou, considerando que a carreira do piloto portuense “está a ser bem estruturada”.

O Grande Prémio de Portugal será a nona prova do Mundial de 2027, estando igualmente garantida uma edição em 2028.

O Autódromo Internacional do Algarve recebeu anteriormente a Fórmula 1 em 2020 e 2021, durante a pandemia de covid-19, com vitórias do britânico Lewis Hamilton nas duas corridas.

Na mesma entrevista à agência Lusa, Ni Amorim descartou a possibilidade de Portugal voltar a acolher o Mundial de Ralis ainda este ano, uma possibilidade que chegou a ser aventada devido à guerra no Médio Oriente, nomeadamente na Arábia Saudita, país que acolhe a última prova do calendário, em novembro.

“Está fora de questão”, garantiu Ni Amorim.

 

Lusa