A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Polícia de Segurança Pública (PSP) divulgam o balanço da nona campanha do Plano Nacional de Fiscalização (PNF) de 2026, «Cinto-me Vivo», dedicada à utilização correta dos dispositivos de segurança, que decorreu entre 8 e 14 de setembro de 2026.
A campanha conjunta combinou ações presenciais de sensibilização, promovidas pela ANSR, com operações de fiscalização desenvolvidas pela GNR e pela PSP, incidindo sobre a utilização do cinto de segurança, dos sistemas de retenção para crianças e do capacete, e foi divulgada nos meios digitais.
Durante o período da campanha as Forças de Segurança registaram 619 infrações rodoviárias relativas à não utilização, ou utilização incorreta, dos dispositivos de segurança. Destas infrações referentes aos dispositivos de segurança, 609 registaram-se no Continente e dez (10) nas Regiões Autónomas, tendo sido 499 detetadas pela GNR e 120 detetadas pela PSP.
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Território
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Veículos Fiscalizados
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Infrações
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ANSR
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Continente
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3 272 081
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6 523
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GNR
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434 099
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8 067
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PSP
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46 816
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5 274
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PSP
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Regiões autónomas
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5 840
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448
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Totais
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3 758 836
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20 312
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Entre os dias 8 e 14 de setembro de 2026, no território nacional registaram-se 2800 acidentes, dos quais resultaram sete (7) vítimas mortais, 70 feridos graves e 972 feridos leves. Deste total, no Continente registaram-se 2.630 acidentes (94%), com seis (6) vítimas mortais (86%), 65 feridos graves (93%) e 929 feridos leves (96%).
Relativamente às Regiões Autónomas, verificaram-se 170 acidentes (6%), resultando em uma (1) vítima mortal, cinco (5) feridos graves e 43 feridos leves.
Quanto à distribuição por entidade fiscalizadora, sob a jurisdição da GNR registaram-se 1.679 acidentes (60%), cinco (5) vítimas mortais, 51 feridos graves e 546 feridos leves. Já na área de atuação da PSP, verificaram-se 1.121 acidentes (40%), duas (2) vítimas mortais, 19 feridos graves e 426 feridos leves.
Relativamente ao período homólogo de 2025, verificaram-se menos acidentes, menos vítimas mortais, menos feridos graves e menos feridos leves.
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Leitura de 2026 face a 2025
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Vítimas Mortais
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-3 (-30%)
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Feridos Graves
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-4 (-5,4%)
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Feridos Leves
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-14 (-1,4%)
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O que está em causa
Dados relativos ao período entre 2021 e 2024 indicam ainda que 8 210 passageiros que viajavam no banco traseiro sem um sistema de retenção adequado foram vítimas de acidentes, dos quais 274 ficaram gravemente feridos e 69 morreram.
A fiscalização, acompanhada de sensibilização, constitui uma das medidas mais eficazes para promover comportamentos seguros. No âmbito desta campanha do PNF 2026, foram sensibilizados 500 condutores e passageiros, a quem foram transmitidas as seguintes mensagens:
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Utilize sempre cadeirinha e sistema de retenção homologado, com o arnês ajustado à altura da criança;
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Utilize sempre o cinto de segurança, em todos os lugares do veículo, e em todos os percursos, mesmo nos de curta distância;
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Utilize o capacete de modelo aprovado, devidamente ajustado e apertado;
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Equipamento adicional de proteção em duas rodas;
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Confirmação antes de iniciar viagem.
No Continente, realizaram-se cinco ações conjuntas de sensibilização e fiscalização: uma no distrito de Viana do Castelo, duas ações nos distritos de Castelo Branco e outras duas no distrito da Guarda.
À semelhança das campanhas anteriores, esta iniciativa contou ainda com a participação dos serviços das administrações regionais dos Açores e da Madeira, complementando o trabalho de sensibilização e fiscalização desenvolvido no Continente.
Durante o período da campanha, as Forças de Segurança fiscalizaram presencialmente ou automaticamente por radar 3.758.836 veículos e condutores, tendo sido registadas 20.312 infrações rodoviárias.
Até ao final do ano realizar-se-ão mais duas campanhas, integrando ações de sensibilização e de fiscalização, previstas para as 11 campanhas previstas no PNF 2026, focando, além dos dispositivos de segurança, os temas velocidade, álcool, utilização do telemóvel e veículos de duas rodas a motor, integrando ainda um novo eixo dedicado aos utilizadores vulneráveis.
A sinistralidade rodoviária não constitui uma fatalidade: as suas consequências mais graves podem ser evitadas através de decisões responsáveis por todos os utilizadores da estrada.
ANSR