TAP tem prejuízo de 99,2M€ no 1.º semestre devido aos custos com combustível

13:32 - 01/09/2026 ECONOMIA
Apesar das receitas operacionais e de bilhetes terem aumentado, assim como o número de passageiros transportados, a TAP registou um prejuízo de 99,2 milhões de euros no primeiro semestre do ano, devido ao «forte aumento dos custos com combustível, que cresceram 18,7%» até junho.

A TAP registou, no primeiro semestre do ano, um prejuízo de 99,2 milhões de euros devido ao aumento do preço do combustível, já que o valor das receitas operacionais e de bilhetes até aumentou, assim como o número de passageiros transportados.

Num comunicado divulgado esta segunda-feira, 31 de agosto, a TAP indica que, até junho, registou receitas operacionais de 2 039,8 milhões de euros e receitas de bilhetes que chegaram aos 1 829,2 milhões de euros, valores que indicam aumentos de 4,3% e 4,4%, respetivamente.

A TAP explica que o aumento das receitas de bilhetes refletiu “a robustez da procura nos mercados estratégicos da TAP, com destaque para o desempenho da América do Sul e da Europa”.

Ao longo do primeiro semestre do ano, a TAP transportou 8,2 milhões de passageiros, mais 4,2% do que no primeiro semestre de 2025, tendo operado 57,5 mil voos.

Os voos da TAP, no primeiro semestre, apresentaram uma ocupação de 85,4%, refletindo um aumento de 3,4 pontos percentuais face ao load factor de período homólogo de 2025, e com um RPK que cresceu 5,9%, acima do crescimento da capacidade (+1,7%).

A companhia aérea de bandeira nacional também explica que a evolução dos resultados do primeiro semestre “foi, contudo, condicionada pelo forte aumento dos custos com combustível, que cresceram 18,7%” neste período.

“Neste contexto, o EBITDA recorrente atingiu 181,9 milhões de euros e o EBIT recorrente situou-se em -83,7 milhões de euros. O resultado líquido do semestre foi de -99,2 milhões de euros”, revela o comunicado divulgado pela TAP.

Segundo Luís Rodrigues, CEO da TAP, apesar do aumento do combustível, “o desempenho do primeiro semestre demonstra a robustez do modelo de negócio da TAP e a solidez da procura” em toda a rede da companhia aérea.

“Como expectável, o forte aumento dos preços de combustível, nomeadamente do jet fuel, pressionou de forma relevante o desempenho da TAP no segundo trimestre. De facto, este impacto fez-se sentir de imediato nos custos, enquanto as medidas de mitigação ao nível da receita tendem a materializar-se de forma mais gradual, uma vez que grande parte da receita do segundo trimestre já estava vendida aquando do aumento dos preços”, explica o responsável.

Apesar do aumento do combustível, Luís Rodrigues sublinha que “a TAP manteve um desempenho resiliente, com as receitas a crescerem no primeiro semestre, suportadas pelo aumento da capacidade e pela melhoria das receitas unitárias”, numa performance que foi “acompanhada por melhorias operacionais assinaláveis, com o aumento da pontualidade e da regularidade das operações”, assim como pela evolução positiva da satisfação dos clientes.

Durante o primeiro semestre, a TAP concluiu ainda o Plano de Reestruturação e iniciou um novo capítulo que, segundo Luís Rodrigues, prevê um “Plano Estratégico para a próxima década, orientado para a criação de valor sustentável, cuja execução é acelerada pelo Programa Horizon”, o programa de aceleração digital, inovação e melhoria contínua da transportadora.

Impacto do preço do combustível disparou no 2.º trimestre

O comunicado da TAP também revela que o impacto do aumento do preço do combustível se tornou mais evidente no segundo trimestre do ano, devido à guerra no Médio Oriente.

Neste sentido, a companhia aérea indica que “a forte subida dos preços do jet fuel teve um impacto relevante nos custos operacionais e condicionou os resultados do trimestre, apesar da procura resiliente, da melhoria do load factor e dos progressos operacionais registados”.

Apesar do aumento do combustível, no segundo trimestre do ano, a TAP transportou 4,5 milhões de passageiros, mais 2,5% do que no período homólogo, mantendo receitas operacionais praticamente estáveis em 1 125,3 milhões de euros.

 

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