Comprar casa em Portugal ficou 7,5% mais caro em agosto

20:03 - 01/09/2026 ECONOMIA
Preço mediano atingiu 3.207 euros/m2, num mês em que Faro liderou as subidas entre as capitais de distrito, segundo o idealista.

O preço das casas à venda em Portugal continua a aumentar, embora o ritmo de subida tenha abrandado. Em agosto, o preço mediano da habitação aumentou 7,5% face ao mesmo mês de 2025, depois de ter registado um crescimento homólogo de 8% em julho, segundo o índice de preços do idealista.

Apesar deste salto termos anuais, o preço mediano por metro quadrado (m2) manteve-se praticamente estável face a julho. No final de agosto, comprar casa em Portugal tinha um preço mediano de 3.207 euros por metro quadrado (euros/m2), ligeiramente abaixo dos 3.210 euros/m2 registados no mês anterior.

 

Faro lidera as subidas entre as capitais de distrito

A tendência de subida dos preços das casas fez-se sentir em todas as 20 capitais de distrito e regiões autónomas analisadas em agosto de 2026. Faro registou o maior aumento homólogo, de 18,3%, à frente de Guarda (17,6%), Bragança (17,5%), Beja (17,4%) e Portalegre (17,3%).

Também Leiria (17,2%), Vila Real (16,5%), Coimbra (14,6%) e Santarém (14,3%) apresentaram aumentos expressivos no custo da habitação. Mais abaixo surgem Viana do Castelo (13,2%), Viseu (12,5%), Aveiro (12,3%), Braga (12,1%) e Évora (12,1%).

Por outro lado, Castelo Branco (10,6%), Setúbal (9,7%), Porto (9,4%), Ponta Delgada (7,7%), Funchal (7%) e Lisboa (3,2%) foram as cidades onde os preços menos cresceram no último ano. Tal como se verificou em julho, Lisboa registou a subida anual mais moderada entre as capitais analisadas.

Apesar deste crescimento mais contido, Lisboa mantém-se destacada como a cidade mais cara para comprar casa, com um preço mediano de 6.227 euros/m2. Seguem-se o Porto, com 4.324 euros/m2, o Funchal, com 4.042 euros/m2, e Faro, onde os preços atingem os 3.908 euros/m2. Setúbal ocupa a quinta posição, com 3.212 euros/m2.

Depois surgem Aveiro (2.818 euros/m2), Évora (2.669 euros/m2), Ponta Delgada (2.534 euros/m2), Coimbra (2.472 euros/m2), Braga (2.383 euros/m2) e Viana do Castelo (2.337 euros/m2).

Entre as cidades com valores inferiores a 2.000 euros/m2 encontram-se Leiria (1.959 euros/m2), Santarém (1.796 euros/m2), Viseu (1.751 euros/m2), Beja (1.533 euros/m2), Vila Real (1.452 euros/m2), Portalegre (1.242 euros/m2), Bragança (1.139 euros/m2) e Guarda (1.122 euros/m2). Castelo Branco continua a ser a cidade mais barata para adquirir habitação, com um valor mediano de 1.075 euros/m2.

 

 

Casas à venda ficam mais caras na maioria dos distritos e ilhas

No último ano, os preços das casas à venda aumentaram em quase todos os 25 distritos e ilhas analisados. A exceção foi a ilha do Faial, onde os valores recuaram 10,1% no mesmo período, tal como mostram os dados do idealista.

Santarém registou a maior subida anual, de 22,9%, seguindo-se a ilha do Pico (20,8%), a ilha Terceira (19,6%), Évora (19,5%), Viseu (17,1%), Portalegre (17%) e Coimbra (17%). Também Guarda (16,9%), Beja (16,3%), ilha de Santa Maria (14,8%), Aveiro (14,5%), Leiria (14,4%), Braga (13,2%) e Viana do Castelo (12,4%) apresentaram valorizações relevantes.

Já Setúbal (10,8%), Castelo Branco (10,6%), ilha de São Miguel (9,3%), ilha da Madeira (8,8%), Faro (8,7%), Vila Real (8,3%), Porto (7,5%), Bragança (7,2%), ilha de São Jorge (6,6%) e Lisboa (4%) registaram aumentos mais moderados.

Lisboa continua a ser o distrito mais caro para comprar casa, apresentando um preço mediano de 4.759 euros/m2. Seguem-se Faro (4.202 euros/m2), a ilha da Madeira (3.795 euros/m2) e Setúbal (3.476 euros/m2). Logo depois posicionam-se o Porto, com 3.167 euros/m2, e a ilha de São Miguel, com 2.388 euros/m2.

A meio da tabela encontram-se Aveiro (2.117 euros/m2), Leiria (2.071 euros/m2), Braga (2.022 euros/m2), ilha Terceira (1.791 euros/m2), ilha do Pico (1.778 euros/m2), Évora (1.777 euros/m2), Viana do Castelo (1.761 euros/m2), ilha de Santa Maria (1.736 euros/m2), Coimbra (1.706 euros/m2), Santarém (1.693 euros/m2) e ilha do Faial (1.674 euros/m2).

No extremo oposto estão os territórios com as casas à venda por preços mais acessíveis. São: Beja (1.521 euros/m2), ilha de São Jorge (1.510 euros/m2), Viseu (1.236 euros/m2), Vila Real (1.064 euros/m2), Portalegre (1.033 euros/m2), Castelo Branco (997 euros/m2), Bragança (872 euros/m2) e Guarda, que permanece como o distrito mais barato para comprar habitação, com 745 euros/m2.

 

 

Região Centro e Alentejo destacam-se na valorização das casas à venda

A evolução dos preços das casas em Portugal foi positiva em todas as regiões do país nos últimos 12 meses. O Centro destacou-se com a maior subida anual, de 14,1%, muito próximo do Alentejo, onde os preços avançaram 14%.

Seguem-se a Região Autónoma dos Açores, com uma valorização de 12,4%, a Região Autónoma da Madeira (9%), o Algarve (8,7%) e o Norte (7,4%). Por sua vez, a Área Metropolitana de Lisboa (AML) registou o aumento mais moderado, de 5%, mantendo a tendência já observada no mês anterior.

Apesar de apresentar a menor subida anual, a Área Metropolitana de Lisboa continua a ser a região mais cara para comprar casa, com um preço mediano de 4.457 euros/m2. O Algarve surge em segundo lugar, com 4.202 euros/m2, seguido da Região Autónoma da Madeira, onde o valor mediano se situa nos 3.796 euros/m2.

O Norte apresenta um custo mediano de 2.623 euros/m2, enquanto no Alentejo os preços chegam aos 2.172 euros/m2 e, nos Açores, aos 2.080 euros/m2. O Centro, apesar da subida expressiva, mantém-se como a região mais acessível para adquirir habitação, com um preço mediano de 1.773 euros/m2.

Índice de preços imobiliários do idealista

O idealista atualizou a metodologia do seu índice de preços da habitação para se adaptar às mudanças do mercado. Os novos filtros da plataforma permitem identificar e excluir do cálculo produtos como o arrendamento sazonal ou de férias, que não refletem o mercado residencial convencional. Além disso, foi reforçado o processo de deteção de valores anómalos com técnicas estatísticas mais robustas. A nova metodologia foi aplicada retroativamente a toda a série histórica, a fim de garantir a comparabilidade dos dados.

Para a realização do índice de preços imobiliários do idealista, são analisados ​​os preços de oferta (com base nos metros quadrados construídos) publicados pelos anunciantes do idealista. São eliminados da estatística anúncios atípicos e com preços fora de mercado. Incluímos ainda a tipologia “moradias unifamiliares” e descartamos todos os anúncios que se encontram na nossa base de dados e que estão há algum tempo sem qualquer tipo de interação pelos utilizadores. O resultado final é obtido através da mediana de todos os anúncios válidos de cada mercado. 

 

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