CHEGA Algarve pede reforço urgente de meios para fiscalizar fronteiras

13:35 - 03/08/2026 POLÍTICA
A Comissão Política Distrital de Faro saúda o reforço da vigilância e fiscalização das fronteiras, marítima e terrestre, pela GNR e pela Autoridade Marítima face aos graves acontecimentos em Ceuta. Mas volta a pedir ao governo um reforço urgente de meios humanos e técnicos para aquela que é a região do país mais fustigada pelas redes de tráfico com proveniência no Norte de África.

A direção do CHEGA-Algarve mostra-se preocupada perante os graves registos que nos chegam de Ceuta, onde precisamente no Dia Mundial Contra o Tráfico de Pessoas, dezenas de milhares de imigrantes ilegais invadiram as suas praias. Esta invasão foi acompanhada de episódios de pilhagem, ataques às forças de segurança, atos de vandalismo e trespasse, criando um clima de medo que paralisou uma cidade europeia em poucas horas. Este fenómeno demonstra que quando as fronteiras deixam de funcionar, são as comunidades autóctones que pagam o preço: mais insegurança e maior pressão sobre a habitação e os serviços públicos.

Em Portugal o Algarve é a região do país mais exposta às rotas do tráfico e da imigração ilegal, tendo sofrido inclusive desembarques de pessoas traficadas, como se verificou em vários episódios no ano de 2020 e mais recentemente, no ano passado na Praia da Boca do Rio, em Vila do Bispo.

Foi precisamente nesta praia que num espaço de duas semanas houve lugar a duas operações de interceção e apreensão de estupefacientes, pelo que a Comissão Política Distrital do CHEGA saúda a ponta atuação da Guarda Nacional Republicana.

Entendemos que o profissionalismo e a dedicação das forças de segurança que protegem as nossas fronteiras, e em particular, as marítimas, devem ser correspondidas, por parte do governo, com medidas musculadas que atribuam mais capacidade de intervenção para as vertentes de vigilância e fiscalização.

Ceuta não é um episódio isolado e deve ser tido como um aviso claro para Portugal. E por isso o Partido CHEGA reafirma que Portugal e a União Europeia devem adotar políticas fronteiriças que tenham a segurança dos cidadãos como prioridade, com combate efetivo ao narcotráfico e às redes de imigração ilegal e tráfico de seres humanos.

O CHEGA é hoje a única força política em Portugal capaz de enfrentar estes desafios defendendo a implementação das medidas necessárias para uma política migratória regulada, responsável e ajustada à realidade atual, colocando em primeiro lugar a segurança, a estabilidade e o futuro da Nação e das comunidades portuguesas.

 

A Comissão Política Distrital de Faro do Partido CHEGA