Morreu Bonnie Tyler: A cantora que bateu barreiras das plataformas com êxito de 1983

12:04 - 09/07/2026 ATUALIDADE
A cantora Bonnie Tyler, que morreu hoje aos 75 anos, destacou-se pela voz rouca e o sucesso de «Total Eclipse of the Heart», de 1983, que já bateu a barreira de mil milhões de reproduções nas plataformas digitais.

Bonnie Tyler, nome artístico de Gaynor Hopkins, nasceu em junho de 1951, na região de Swansea, no País de Gales, Reino Unido, onde cresceu numa família amante de música, como nota a sua biografia.

Admiradora da Motown e de Janis Joplin, atravessou a adolescência entre o coro da igreja anglicana e os concursos locais de talentos, até à entrada nas Dixies, coro de apoio do cantor Bobby Wayne, com que percorreu bares e pequenas salas de concerto, na viragem da década de 1960 para a seguinte.

Com pouco mais de 20 anos, e depois de ter adotado o primeiro nome artístico, Sherene Davis, criou a primeira banda, Sherene and Imagination, e atuou regularmente no Townsman Club de Swansea, onde foi descoberta pelo produtor Roger Bell, da Chappell Music, de Londres.

Atento à voz rouca da cantora, Bell mobilizou de imediato os compositores e produtores Ronnie Scott e Steve Wolve para a criação de um novo repertório. Sucederam-se os contratos, as primeiras gravações e o nome artístico definitivo: Bonnie Tyler.

O seu primeiro 'single', "My, My Honeycomb", de 1976, conquistou as rádios. Mas foi com "Lost in France", do seu primeiro álbum, "The World Starts Tonight" (1977), que atingiu as tabelas dos mais vendidos.

A consagração internacional chegaria um pouco mais tarde, em 1983, com "Total Eclipse of the Heart", canção que esteve duas semanas em primeiro lugar no 'top' do Reino Unido, quatro semanas no 'top' norte-americano, e que em janeiro passado ultrapassou mil milhões de reproduções no Spotify e 1,2 mil milhões de visualizações no YouTube, segundo a BBC.

O sucesso de "Total Eclipse of the Heart" deu a Bonnie Tyler uma nomeação para os Grammys, o que também aconteceu com o 'single' "Here She Comes" e o álbum "Faster Than the Speed of Night" (1983), que vendeu mais de quatro milhões de cópias e ocupou o primeiro lugar nas tabelas do Reino Unido.

Entre os maiores sucessos da época contam-se ainda "It’s a Heartache", do álbum "Natural Force" (1978), e "Holding Out for a Hero", que fez parte da banda sonora do filme “Footloose”, de 1984, e, mais recentemente, de “The Super Mario Bros. Movie”, um dos maiores sucessos da década nos cinemas.

A carreira de mais de cinco décadas de Bonnie Tyler conta com perto de uma centena de álbuns, entre os de estúdio, as coletâneas e os gravados ao vivo, destacando-se títulos como "Bitterblue" (1991), "Angel Heart" (1992), "Heart Strings" (2003) e "Rocks and Honey" (2013).

"The Best Is Yet to Come" (2021), o seu mais recente álbum de estúdio, foi seguido do álbum ao vivo "In Berlin" (2024).

Ao longo da carreira, Tyler somou colaborações com músicos como Mike Oldfield, Todd Rundgreen, Rick Wakeman, Cher e o brasileiro Fábio Jr., com quem gravou "Sem Limites para Sonhar", em 1986.

Em 2013, Bonnie Tyler representou o Reino Unido no Festival da Eurovisão, ficando em 19.º lugar, entre 26 participantes.

Em 2023, foi condecorada com a Ordem do Império Britânico pelos serviços prestados à música.

De acordo com o seu 'site', a cantora tinha marcada uma nova digressão, até ao final deste ano, que começava em Malta, no próximo dia 22, e terminava no País de Gales, em 17 de dezembro, com concertos na Alemanha, Chéquia, Hungria, Turquia, Áustria, Escócia, Inglaterra e Roménia.

Entre as mais recentes atuações de Bonnie Tyler em Portugal, contam-se os concertos no Casino Estoril e no Campo Pequeno, em Lisboa, em 2023, e no Coliseu dos Recreios e no Coliseu do Porto, em 2024.

Residente no Algarve, Bonnie Tyler apresentou-se noutros palcos do país, dos Açores a Guimarães.

No passado mês de janeiro, quando "Total Eclipse of the Heart" bateu a barreira de mil milhões de reproduções, Bonnie Tyler recordou à BBC o trabalho com o compositor Jim Steinman, sobre a canção: "Quando a ouvi a primeira vez pensei: 'Esta música é incrível'. Nunca me canso de a cantar".

 

Lusa