António Dores | antonio.humberto.dores@gmail.com
No meio de tanta gente,
De tanta, tanta gente
Que cega anda descontente
Enchendo a maralha dormente
Anda um Homem transparente
Que ninguém consegue ver
Existe no meio da gente
Que anda tão descontente
E que apenas deseja esquecer
Afogam-se nas suas mágoas
Desiludidos com a vida
Lambendo as suas feridas
Que já não querem sarar
Não têm tempo para nada
Não param na caminhada
Sem tempo para pensar
E o Homem transparente
Anda no meio do mundo
Exposto todos os dias
O seu pensamento profundo
E a realidade ilusória
Que todos julgavam imutável
Muda agora novamente
No decorrer da viagem
A maralha agita-se
Na correnteza da vida
Que corre para a despedida
Quebrando de todos a coragem
E a matéria ilusória
Transforma-se em energia
Fazendo nascer o dia
De uma forma transitória
O Tempo é movimento
Que faz o homem andar
Sem perder mais no pensamento
O Tempo transforma-se em mar...!!...