Cartões de Ricardo Claro usados após desaparecimento reforçam suspeitas de rapto
O desaparecimento de Ricardo Claro, responsável administrativo de um restaurante de luxo em Vale do Lobo, no concelho de Loulé, está a ser investigado pela Polícia Judiciária (PJ), que não exclui a possibilidade de se tratar de um caso de natureza criminal.
Segundo informações apuradas, o homem foi visto pela última vez no dia 13 de março, altura a partir da qual deixou de contactar familiares e colegas. Desde então, as autoridades têm desenvolvido várias diligências para apurar o seu paradeiro.
Um dos dados mais relevantes para a investigação prende-se com a utilização dos cartões bancários de Ricardo Claro já após o seu desaparecimento. Terão sido realizados levantamentos correspondentes aos montantes máximos diários permitidos, uma situação que levanta fortes suspeitas de eventual intervenção de terceiros.
A viatura do desaparecido, entretanto localizada em Olhão, constitui também uma peça importante no processo, estando a ser analisada pelas autoridades no âmbito da recolha de indícios.
A PJ não afasta qualquer cenário, incluindo a possibilidade de crime violento, mantendo em aberto várias linhas de investigação enquanto tenta reconstituir os últimos passos de Ricardo Claro.
O caso está a causar inquietação na região algarvia, sobretudo por envolver um profissional ligado ao setor do turismo de luxo, numa zona habitualmente associada à segurança.
As autoridades apelam a quem possa ter informações relevantes que contribua para o esclarecimento do desaparecimento, sublinhando que todos os dados podem ser determinantes para o avanço da investigação.