A Ryanair anunciou o calendário de verão de 2026 para Portugal, prevendo crescimento em Faro e Porto, mas sem aumento de capacidade em Lisboa, que a companhia atribui às taxas da ANA e à limitação operacional da Portela.
Segundo a companhia aérea, o plano para o verão de 2026 inclui 160 rotas em Portugal, incluindo quatro novas, e a colocação de uma aeronave adicional em Faro, num investimento estimado em 100 milhões de dólares. Em Lisboa, porém, não está previsto qualquer crescimento.
“Infelizmente, não haverá crescimento da Ryanair em Lisboa no verão de 2026 devido às elevadas taxas aeroportuárias da ANA”, afirmou o presidente da companhia, Michael O’Leary, em conferência de imprensa, em Lisboa, acrescentando que estas tornam o aeroporto “artificialmente limitado e pouco competitivo”.
O responsável voltou ainda a apelar para a abertura do Montijo, argumentando que a infraestrutura poderia ficar construída em pouco tempo, uma vez que não acredita que o aeroporto em Alcochete “não será construído durante o tempo em que estiver vivo”.
A Ryanair alerta ainda para impactos no turismo e no emprego, defendendo que poderia duplicar o tráfego em Portugal até 2030 se houvesse redução de taxas e aumento da capacidade aeroportuária.
Michael O’Leary considera que Portugal deve seguir o exemplo de países como a Suécia, Hungria, Albânia, Eslováquia e Itália, que estão a “abolir as taxas de viagem e a reduzir taxas aeroportuárias para promover o crescimento”.
A companhia aérea voltou ainda a apelar ao Governo para intervir no modelo de gestão aeroportuária e considera que, sem mudanças, o país corre o risco de perder investimento para outros mercados europeus.
A lista das quatro novas rotas para o verão inclui uma de Faro para Varsóvia e três a partir do Porto para Gotemburgo, Rabat e Varsóvia.
Lusa