Domingo, 20 de Outubro de 2019 |
DECO informa sobre... «Plástico à Vista! Livre-se Dessa Espécie!»

13:05 - 07/06/2019     140 visualizações OPINIÃO
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«Mude os seus hábitos de consumo de plástico»

Um ambiente limpo e saudável no Algarve requer que os consumidores mudem a sua atitude em relação ao uso de plástico no seu dia-a-dia. Quando for às compras, evite produtos de plástico ou embalados em plástico. Se comprar estes produtos, tenha cuidado com a forma como os deita fora para que não vão parar ao meio ambiente. E coloque as suas embalagens de plástico nos ecopontos para reciclagem.

Cerca de 90% do lixo que se encontra nas praias do Algarve é plástico. Até em áreas protegidas como o Parque Natural da Ria Formosa se encontram valores alarmantes: 54% a 92% do lixo encontrado na zona interna da ria é plástico.  “Se formos dar um passeio nestas praias, encontramos em média 312 pedaços de plástico por cada 100 metros que caminhamos” afirma Katy Nicastro, investigadora do Centro de Ciências do Mar (CCMAR) que, com a sua equipa Bionept, tem vindo a monitorizar a poluição plástica na costa Algarvia nos últimos 5 anos. O top 10 dos plásticos que esta equipa mais encontra inclui produtos familiares ao consumidor comum: garrafas de água, copos de plástico, tampas de bebidas engarrafadas, pacotes de batatas fritas, embalagens de chocolates e doces, recipientes plásticos para alimentos, beatas de cigarros.

De onde vem o plástico que polui a nossa costa? A maior parte do lixo plástico acumula-se em aterros sanitários, mas parte deste lixo escapa para o ambiente por ação do vento e do escoamento de rios, acabando no Oceano. Só em 2017 cada habitante em Portugal produziu em média 487 kg de lixo urbano, produção essa que registou um aumento (+2%) enquanto a reciclagem nacional diminuiu 9%. No Algarve, infelizmente, a produção de lixo urbano foi bastante superior à média nacional: uma média de 881 kg por habitante.

A dimensão deste problema não é só grande – é também cumulativa. O plástico leva mais de 400 anos para se degradar, pelo que a maioria do plástico que já foi produzido continua presente no ambiente. A sua fragmentação origina partículas menores, designadas por microplásticos, que são ingeridos por muitas espécies marinhas, incluindo organismos pequenos como o zooplâncton e peixes, entrando assim na cadeia alimentar humana. Nas praias do Algarve, em média, encontram-se mais de 155 partículas de microplásticos por cada metro quadrado de areia.

O consumidor pode fazer uma grande diferença no combate aos plásticos marinhos. Um bom exemplo é a redução de 74% no uso de sacos de plástico e o aumento de 61% no uso de sacos reutilizáveis que se registaram, desde que se implementou em Portugal o imposto sobre sacos de plástico, em fevereiro de 2015. Sempre que consumimos, podemos escolher materiais e produtos que respeitam o ambiente e que não contribuem para os plásticos marinhos.

 

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