Quinta, 16 de Agosto de 2018 |
Metade das famílias de pescadores da Praia de Faro vão ser realojadas em 2022

17:26 - 14/06/2018     382 visualizações FARO
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O realojamento de 49 famílias do núcleo piscatório da Praia de Faro, no Algarve, em fogos de habitação social fora da ilha está previsto para 2022, anunciou hoje a Câmara Municipal.

"[O número de famílias] corresponde sensivelmente a metade da comunidade piscatória [da Praia de Faro]. As famílias que está previsto virem para aqui são aquelas que hoje já não têm diretamente atividade ligada ao mar e à ria. São reformados e as pessoas mais antigas", revelou o presidente da Câmara Municipal de Faro.

Rogério Bacalhau falava no local da obra, na freguesia do Montenegro - a mesma onde está situada a ilha de Faro, mais conhecida como Praia de Faro.

Com o início da obra apontado para meados de 2020, as 49 famílias, num total de 122 pessoas, deverão ser realojadas em 2022 ou, "na melhor das hipóteses, em 2021", estimou o autarca farense.

De acordo com o programa habitacional hoje revelado pela Câmara de Faro, que respeita as normas de edificações a custos controlados, serão construídos 49 fogos, 22 de tipologia T1, 15 T2 e 12 T3.

As rendas só serão definidas quando as pessoas forem realojadas, disse Rogério Bacalhau, admitindo que a maior parte serão "baixas", ao nível dos seus rendimentos.

"Serão rendas de habitação social, que podem ir de quatro a 300 euros, dependendo do rendimento do agregado familiar. São pessoas que vivem das suas reformas. Serão rendas baixas, certamente", realçou.

Para as restantes 49 famílias do núcleo piscatório da Praia de Faro, num total de 98 famílias que vivem atualmente em habitações precárias, ainda não há soluções.

"Estamos a falar com as famílias e com o Governo no sentido de tentar arranjar soluções para as realojar com condições de maior segurança para viverem. Mas, neste momento, não temos solução para isso", referiu o autarca.

Rogério Bacalhau salientou, contudo, que como estas famílias estão dependentes da sua atividade profissional, o seu realojamento terá de ser feito no mesmo local.

"Estamos a falar daqueles que, de alguma forma, vivem ou do marisqueiro ou da pesca na Ria Formosa. O ideal é arranjar solução que passe por realojá-los junto ao mar, onde podem tomar conta dos seus barcos e equipamento. Terá de ser na praia", garantiu.

Depois de o processo estar concluído, as atuais casas dos pescadores na Praia de Faro serão demolidas e a área renaturalizada.

Durante a visita de quinta-feira promovida pela câmara algarvia, foram também apresentados os projetos de requalificação dos dois principais espaços verdes da cidade, Alameda João de Deus e Mata do Liceu (1,4 milhões de euros), bem como as obras do novo centro de treinos do Parque das Cidades (1,2 milhões de euros, em parceria com a câmara de Loulé) e do polidesportivo da Conceição (270 mil euros), ambas já em andamento.

 

Por: Lusa

 
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